Nó na garganta

Ingrid está sendo cruel. Preconceituosa, ultrapassando todos os limites do bom senso, invadindo a privacidade dos filhos, tudo isso por trás de um título que ela pensa lhe dar o direito de fazer o que quiser: o de ser mãe. Mas uma cena me fez ter dó dela.

Depois de mais uma discussão com o marido por causa de Miguel e Jorge, ela convida Dalva para tomar café. Ingrid está agitada, passa uma sensação de impotência, de desespero… Dalva olha para ela com ar de preocupação, pergunta se ela está bem e olha compadecida o comportamento da mãe dos gêmeos.

Dalva fica tão envolvida naquela situação, lhe oferece ambrósia e diante do que Ingrid fala ela fica com a voz embargada pela emoção e os olhos marejados. As duas mulheres ficam emocionadas. Mesmo diante de uma mesa farta, o ar é tristeza. Essa cena me deixou com um nó na garganta.

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