O diário do navegante

É de tirar o fôlego as imagens da Patagônia (a Antártida da novela). Geleiras imponentes e assustadoras, montanhas, o céu, o mar… tudo isso compõe muito bem o momento de Miguel. O de solidão. A válvula de escape dele está sendo o diário.

Que é um destaque a parte. Ele escreve coisas profundas. Agora até entendo porque ele foi embora sem se despedir de Lígia. Cheguei a comentar que ele foi um canalha. No diário ele escreve: “a partida precisa ser um corte rápido”. Essas observações que ele faz ao longo da viagem mostram o quanto ele é angustiado. Apesar de concordar que um momento assim – do “eu” consigo mesmo – se faz necessário, no caso de Miguel tem um algo a mais. Ele é perturbado. Uma ostra.

Bom, no capítulo de ontem algumas peças já foram postas no tabuleiro. Morte de mãe, culpa, pai que expulsa de casa… vamos vê mais para frente o que irá acontecer.

Meios-irmãos?

Que Júlia e Pedro não são meios-irmãos isso ficou claro, mas para eles que acham que são, deve dá aflição. Porque o clima é total. De início de namoro. E por causa de uma mentira da mãe de Júlia, a senhora batom nude, eles estão nesse momento delicado. Não ousam nem falar em voz alta a questão.

Por falar em Marta (Gisele Fróes), ela se saiu bem na saia justa que a irmã a colocou. Já vi que ela irá render uma boa vilã. Não sei se será a única, provavelmente não, mas essa relação de mãe e filha será intensa.

Comentário rápido

E o sofrimento de Lígia?! Mudou as roupas, cortou o cabelo, e aqui eu abro um parêntese, ela foi até modéstia porque não vi quase diferença nenhuma, deu o colchão, os lençóis, as panelas… deveria dá a irmã também que fala cada coisa. “Todo mundo é capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente”, William Shakespeare.

Foto: Google

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