Catando os cacos

Eita que a bagunça foi instaurada nesses três últimos capítulos. Está quase um mangue. Mas vamos com calma para isso aqui também não virar a casa da mãe Joana.

Separando por tópicos…

  • Gente, Júlia nessa viagem num veleiro em alto mar não me convence mesmo. Preconceituosa? Talvez, mas ela está fora desse contexto. Vou tentar superar isso. Ainda mais porque a viagem está chegando ao fim. A Patagônia é de tirar o fôlego. E quer clima melhor para se entregar a uma paixão? Apesar  da aproximação dela com Felipe ser coadjuvante nessa viagem. Porque ver Miguel mais relaxado, se abrindo e sorrindo a vontade, isso sim é protagonizar um momento. Mesmo que ele construa uma vida ao lado de Lígia, não tem como deixar de navegar. Ter o respiro. Pena que a novela acaba com o “felizes para sempre”, porque se mostrasse o dia-a-dia dele só em terra firme séria uma tristeza.

A aproximação dele com Júlia está sendo uma construção bacana. Ela tem um “sangue bom” para despertar o lado paternal nos homens maduros. Ele expor a culpa que o persegue é um passo e tanto. Voltando para o casal de primeira viagem (literalmente), não escondo o quanto passei a preferir eles juntos. E a cumplicidade entre eles e o beijo, só aumentam minha torcida para ela superar Pedro e seguir com o argentino. É uma relação mais leve. Com sorrisos. Seria o máximo ter um final de Júlia e Felipe juntos sendo voluntários em Luanda.

  • Luís. Se eu fosse Júlia pegaria esse irmão também. kkkkk Brincadeira. Fica com Felipe, amiga. O gêmeo está se enchendo de coragem. Imagina só, com apenas algumas sessões com Isabel ele fez uma revolução na sua vida. Tudo bem que o convívio com os irmãos e a chegada de Esther deve ter ajudado também. Comparando o Luís de antes e vendo esse cara de agora, que passa mais tempo sem terno, mais leve, decidido… quanta diferença. Claro que ainda faltam alguns ajustes, mas para quem já deu o passo mais importante – se livrar de um casamento falido – o resto é batata. E a atitude dele? Tascou um beijão na ex terapeuta em plena tarde na saída do cinema. Ô, pobre Lauro, o beijo foi bem correspondido. Mas claro que a crise de consciência (dela, claro) bateu. Deve ser confuso mesmo. Porque ela gosta do marido, mas se deixou levar até esse ponto. A paixão está rolando solta. E não adianta ela vir com um papo estilo diagnostico que não cola. Será que esse casal vinga?
  • E “se jogar” está sendo a palavra da vez com os filhos de Esther (e com a própria). Laila que o diga. Não perdeu tempo em tascar o noivo da cliente. Bem, sendo racional, ela é livre e desimpedida, ele que é o compromissado. Quem deveria cortar o papo da DJ. Mas bom mesmo foi ela dizendo porque não era casada kkkk Já Esther se jogou numa causa mais nobre. Conseguir um lugar ao Sol para Joselito. Mais que merecido. Um parêntese, já havia pincelado aqui a falta de negros nessa novela, antes só tinha Rosa que trabalha na casa de Guida; depois uma ponta do porteiro Ideílson; e de uns tempos para cá Graça e Carlito. E pronto. Representações que não saem do estereotipo já implantado nas novelas da Globo. Com uma exceção aqui outra ali. Não que eu esteja levantando bandeira ((longe disso. Porque um assunto tão complexo e importante como esse mereceria um blog exclusivo), mas não tem como não ficar desapontada.
  • A casa caiu, Pedrão. Logo agora que Júlia está se entendendo. Poxa! E como não poderia ser diferente, Pedro não assume suas atitudes e saí disparando acusações para todos os lados. Mas dessa vez Tais estava uma fera e não comeu reggae. Gente, que dó eu senti quando ela constatou que Pedro a escolheu por culpa. É muita humilhação. E ela fez uma leitura bem rápida da situação. Seguir o pai correto (Vicente) e não o anormal (Miguel). Difícil um perdão nesse contexto. Afff… Mais um parêntese, o que acontece com as mães dessa novela? As mais velhas dispensam comentários – Iara e Dália – as de primeira viagem como Lígia e Taís não dão a mínima aos bebês.

Uma já largou o filho no cercadinho sem olhar para trás depois de uma briga com o marido. A outra com o filho recém-nascido só vive na rua. Quando está em casa raramente aparece com o bebê. Briga com o marido e se manda sem pensar duas vezes. Tudo bem que numa situação “perdi o chão” podemos fazer uma loucura, mas é uma constante. Logo ela que encarou o filho como um pequeno milagre. Essas coisas de novela que incomodam, sabe?  O jeito é dar aquele velho desconto…

  • Mesma mesaUma coisa que chamou minha atenção no capitulo de ontem foi que Luís e Isabel, Luisa e Tais conversaram no mesmo restaurante, inclusive na mesma mesa. Se elas chegassem alguns minutos antes sentariam uns nos colos dos outros. kkk A questão não é ser o mesmo restaurante, ou até a mesma mesa, mas são as artimanhas de mudar os detalhes, sabe? A arrumação da mesa, a luminária pendente… deveria deixar tudo igual. Só mudar os pedidos. 🙂
  • E Irene tentando dar uma “força” para Lígia fisgar um partidão? “Você não lança uma flecha. Você envia na gente feito uma adaga”. Ri muito. Tem gente que é assim mesmo. Mas não adianta, Irene. Meguilito está voltando e depois da ajuda de Júlia eles vão se beijar. \o/
  • Elisa perdeu um trabalho porque fez feio na balança. Será que vão abordar anorexia nesse final de novela? Ou outro “alerta” sobre os bastidores sujos desse mundo de glamour virá a tona?
  • Quem fica agoniado em ver Caio falando levanta a mão? o/
  • A elefanta da Diana vai parir quando, meu povo? Daqui a pouco Lígia engravida de novo e essa menina não pare. Por falar em menina, coisa mais chata todo mundo dizendo que ela é uma criança. Criança coisa nenhum. Já é uma mulher, que já faz escolhas e se posiciona em algumas questões. Pode até estar metendo os pés pelas mãos, pode não ter tido oportunidade, mas daí a enxerga como criança é demais.
  • E Luísa mesmo sabendo que terá um enteado mala se jogou nos lábios de Vicente; Ô, meu pai, até que enfim o rapaz vai começar um relacionamento do “zero”. Que ele não complique tanto. Amém!
Foto: Renan Castelo Branco

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