Encaixando as peças

Vou ter que mudar o nome do meu blog. De momento alfa ele está longe. Os diálogos dessa novela…MEU DEUS! São densos. Incomodam e por consequência te fazem refletir, questionar… nesse ponto Sete Vidas não deixou a desejar.

O capítulo de ontem mesmo foi – sem querer ser repetitiva, mas sendo – Uau! Aquela bilhete acompanhando por aquela caixa. A forma sensível de Miguel em analisar o rompante de Laila foi genial. Tudo bem que a intervenção de Lígia foi importante – inclusive resultou num desfecho providencial, mas isso é para outro parágrafo – só que a atitude dele em transcender o mau-estar, o constrangimento e partir para um reconciliação de uma forma sincera, desnuda tocou profundamente Laila. “33 presentes, um para cada ano, não caberiam numa caixa; mas mesmo assim, dentro dela cabe a minha certeza de que pra além de tanto desencontro da tempo para tudo se a gente quiser”, ahh Miguel, vou sentir sua falta.

Em paralelo a esse momento “bandeira branca”, Lígia parou de mimimi e foi atrás de ser feliz. Sem pudor, sem reservas, apenas se jogou. E o melhor, teve quem a segurasse. Como já é final, acho que agora vai, neh? Mas até chegar ao beijo, tiveram momentos punk. Primeiro o flagra de Vicente num momento cercado de emoção, de choro contido entre Miguel e Lígia,  em seguida Lígia com um catatau de justificativas para a cena que o namorado viu, depois o encontro entre Miguel e Vicente numa tensão palpável e para fechar com chave de ouro o abraço. Gente, como uma pessoa aguenta ser deixado em segundo plano por tanto tempo? Em vário campos da vida. No final das contas, o próprio Vicente se deixou em segundo, terceiro plano. Se conformou em ser assim. Ele para mim sempre foi ambíguo. Porque ao mesmo tempo que era o cara centrado, o que fazia acontecer, ele tinha um lado incerto, acomodado… era um personagem que me confundia.

Mas, nem tudo está perdido, e depois da curta conversa, mas carregada de magoa, que ele teve com a mãe, chegou a vez de encarar o relacionamento furado em que estava. Chega de migalhas, de mendigar carinho, amor, um olhar; dessa vez ele vai ser olhar para trás. Ele merece ter um final bacana. Vicente também foi um provedor de bons diálogos, bons conselhos e apesar dos momentos “pago para não me estressar” ele termina com um saldo bem positivo.

Vamos aos tópicos:

  • Fico imaginando um mundo com um punhado de Esther espalhado por aí. Pensou um mundo com pensamentos iguais aos dela? Onde o gênero não importasse. Homem, mulher, tanto faz. O que importa é o sentimento, o querer… e abrangendo mais isso: a cor, religião, seriam itens coadjuvantes.
  • Todo jantar que a família Sete Vidas se reúne o bafafa é tanto, que não chegam nem a sobremesa. O bolo solado de Pedro ontem, por exemplo, deve ter ido para o lixo. 🙂
  • Luís e Isabel terminaram? Eu pensei que ele tinha levado numa boa a decisão dela em não se envolver com as crianças, mas pelo visto isso é uma questão para ele. Na primeira oportunidade tocou no assunto. Ele não vai conseguir segurar esse “passarinho”. Ela quer voar; e pelo jeito para bem longe. Mas quem sabe depois de algumas aulas na França, ela não se toque que não vive sem ele e volta? Louca para ser uma boadrasta para os filhos dele? É hoje!
  • Elisa, já deu minha filha. O mercado quer garotas cabides, e pelo jeito você não se enquadra. Vai ser médica e voltar a comer as guloseimas que Rosa faz. Viva.
  • Caio voltou? Ele não estava no final que planejei para ela, mas se apareceu… só falta agora a ligação falando sobre a criança para ela adotar. Vamos aguardar; afinal, é hoje!
  • Gente, não tenho reservas para falar sobre Marlene. O jeito é esperar mesmo.

Ansiosa, saudosa, mas satisfeita por ter acompanhado cada capítulo dessa novela.

Foto: TV Globo.

 

 

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