Fim.

Adorei. Tudo bem amarrado, emocionante e delicado. Até a escolha de Júlia por Pedro não me zangou tanto. 🙂

Mas vamos por partes.

Estava enganada quanto a Laila. Pior do que Laila se imaginar trabalhando em um escritório, foi ela se imaginar tendo algo em comum com Branca; ainda mais quando essa comparação vem de uma criança. Essa foi a gota d`água. Então ficou aceitável o final dela. Trabalhando, estudando e pagando as contas.

Já o outro gêmeo não ficou com sua paixão, mas não foi surpresa a escolha de Isabel. Ela não escondia o que iria fazer. E com razão. Naquele momento ela não queria amarras. Queria ser livre. Queria se permitir a ficar só. Mas o tempo cura tudo. Ele com uma nova namora descolada, que estava fazendo parte da vida dos filhos… bom final para ele.

Bernardo continuou Bernardo. O irmão que se envolveu com todos os outros. De Júlia a Luís. Terminou com a vida que pediu a Deus. Curtindo o trabalho, morando longe de Durval e aproveitando a família. Ele não ficou com Elisa, mas não fez falta um final com eles juntos. Só senti falta dele com a mãe.

Por falar em Marlene, coitada. Na verdade esse final não foi recheado de finais felizes. Ela, por exemplo, terminou sozinha e desapontada, mas como ela mesma disse, precisava esgotar a história com Durval. E não tinha se arrependido. Agora é seguir em frente e tentar convencer Bernardo a voltar para casa. Ahhh esqueci que a novela acabou. 🙂

Por outro lado, Guida e Aníbal se deram bem. Coisa mais linda.

E Renan e Eriberto? A constatação do amor naquela relação foi tão bem montada. Me emocionei. Em contra partida, que hilária a conversa entre as exs. Eu sempre me perguntei se Marta sabia que Eriberto era gay. Ou a própria Marinhia, mas pelo jeito as duas nunca desconfiaram de nada. Atrás de garotas estudantes de artes? Oi?! Sabe de nada, inocente. 🙂

O final de Arthur não poderia ser diferente. Continuou encostado. Agora na asa de Olívia. Que largou mais uma vez o filho com Dona Iara. E nem se preocuparam em contratar uma pessoa para dar uma força. Nessa idade criança dá uma trabalheira. Mas fazer o quê? Ela vive em função do filho.

Confesso que o final de Lauro me incomodou. Ele não terminou feliz. Terminou conformado e um pouco esperançoso, pelo que Isabel disse. O que não significa que tenha sido ruim. Um final pode ser bom, tranquilo e normal. Sem fogos de artifícios.  Mas Lauro foi um personagem tão bacana, que no caso dele, os fogos cairiam bem.

Senti falta da presença de Branca. Ela foi citada. Teve a pensão reduzida e a convivência com os filhos compartilhada. Mas a personagem perdeu força. Feito Marta. Achei que elas serias mais exploradas na trama. Bem, no final isso não comprometeu. Só queria registrar.

É clichê falar em química entre os atores. Eu sei, mas eu tenho que falar sobre os personagens de Lígia e Miguel. Tão bom ver esses dois juntos. Que sintonia. Sabe quando você olha um casal e pensa: quero me apaixonar. Eles passam isso. Mesmo no caos que foi a história deles, ver o final deles cúmplices, juntos… gostei bastante. E ele fazer o prefácio do livro… show.

Thaís arranjou um gatão com filho para formar uma família linda. E Elisa tomando Milk Shake? Que evolução.

O mundo girou, os personagens se movimentaram, as coisas mudaram, mas o final não poderia ser em outro lugar. Tinha que ser no mar. Num barco. Nada mais justo, neh? No Sete Vidas. Faltou Felipe, que teve uma participação mais do que especial. Citar Fernando Pessoa foi covardia, neh? Não tinha como não se emocionar. E naquele momento, além de se fazer presente, ele perdoou o irmão. A vida é curta, por isso precisamos de pouca bagagem para aproveitar mais, deixa-la mais leve, então para que colocar mais peso com rancor, raiva ou ressentimento? Felipe, sou sua fã.

Desde que Pedro se perdeu dele mesmo, achava ele chato, mimado e reclamão. Confesso que essa imagem não saiu por completo da minha mente. 🙂 Quando ele se encontrou, resolveu ir atrás do seu grande amor. Só que ela já estava estável com Felipe. E eu na torcida por esse casal. Até os últimos minutos do segundo tempo estava com esperança da autora abrir mão do casal principal. Não deu. Mas não fiquei zangada. A forma como as coisas se deram contribuiu muito para isso. O principal foi a autora não ter investido numa conversa final entre Júlia e Felipe. Ter aparecido de forma contada foi uma opção inteligente. Outra coisa também, foi explorar outro ângulo para o término definitivo. Porque até então essa vida nômade de Felipe não foi uma questão. E acabou virando. Ou seja, mais um empecilho para os dois; além de Pedro, claro.

Me apropriando do que Renan falou sobre o cinema mudo:  “num mundo onde se fala tanto, (…) é uma oportunidade contemplar um olhar, um gesto, um silêncio, que no final das contas acabam dizendo mais do que mil palavras”, então Júlia e Pedro terminarem assim, sem palavras, só com um olhar, um beijo, foi tão bem bolado. Mesmo não sendo o que eu queria, como não se encantar?

Mas nem tudo são flores. Algumas coisas que me incomodaram:

  • Numa cena tão importante faltou um cuidado maior da produção.  Tinha um reflexo do câmera ou sei lá quem no note onde Felipe mandava a mensagem para a família. Maior quebra tesão.
  • Meses se passaram, mas Leopoldo continuava do mesmo jeitinho. Criança nessa fase muda tão rápido. Não foi uma falta grave, mas foi uma falta.
  • Esse não foi um erro, mas foi engraçado. Luís quando foi cumprimentar Lígia, ela ficou no ar esperando o segundo beijo. ka ka ka
  • Gente, só eu achei que Joaquim não estava curtindo essa viagem? Carinha tristonha.

No saldo final, Sete Vidas teve um último capítulo maravilhoso. Ao longo dos meses houveram falhas – principalmente no quesito tempo – mas foi uma história bem montada, com diálogos envolventes e inteligentes, a autora explorou bem a rede de amizades e – para mim – deixará muita saudade.

Agora é aguardar uma próxima novela para ver se despertará meu interesse. Até breve.

Foto: TV Globo

 

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