Muito pano para manga

Depois de um recesso forçado fiz uma maratona Além do Tempo para me atualizar. Agora é correr contra o tempo (desculpa o trocadilho) e tentar resumir essas duas semanas. E como não poderia ser diferente, não vou seguir ordem cronológica.

Se fosse para escolher uma palavra como definição para a novela seria tensão. É como se todos estivessem em uma panela de pressão e ela fosse explodir a qualquer momento. Sem contar no efeito dominó constante. Um recebe uma patada aqui e em seguia atinge o próximo que julga inferior.

Sobre os personagens, apesar de ainda não ter tido diálogos profundos, já tiveram cenas emocionantes. A conversa entre Lívia e Emília, por exemplo. E por falar em Emília, como a atriz Ana Beatriz Nogueira está a cara da cantora Ana Carolina; quando ela estava desenganada e a pobre da filha se acabando de chorar ao lado dele, eu olhava a cena e só enxergava ela cantando:♪Minha garganta estranha quando não te vejo. Me vem um desejo doido de gritar♫ 🙂

Voltando ao que interessa, gosto de muitos atores nessa novela como havia comentado. Fiquei muito feliz em rever Letícia Persilis, Daniela Fontan, Irene Ravache… bom demais. E ao contrário de Sete Vidas, aqui o que não falta é vilão. Pedro dá arrepio na alma. Com aquela cara de bom moço. Misericórdia. Acho até que ele será o responsável (dedução minha) pelo desfecho trágico que deve vir por aí. Mas isso é para outro post.

Ao contrário de Pedro, Bento já tem escrito na testa que não presta. Pessoa da pior espécie. Mas ele é apenas o pau mandado. O cérebro das maldades é ninguém menos que Condessa Vitória. Que está divinamente bem interpretada por Irene Ravache. Ela é tão má. E por incrível que pareça é a pitada de sarcasmo que dá uma leveza na personagem. Uma combinação explosiva.

Paolla Oliveira me incomoda nas novelas. Não acho ela uma boa atriz, mas não é péssima. É como se ela tivesse momentos. Não fosse constante. Então em algumas cenas ela vai bem e em outras… Já Alinne Moraes eu gosto. Ela tem presença, transpira atitude e até agora pelo o que vi não será uma songamonga. Felipe (Rafael Cardoso) não é aquele bom moço completo. Sabe o bonzinho em todos os setores? Ele trata o filho com bastante indiferença. Pelo que já foi dito existe uma história por de trás desse comportamento dele. Algo com a falecida. Mas pelo visto Campobello vai inspirar esse lindo Conde.

Primeiro ele viu sua alma gêmea; que – palavras dele – é como se eles já se conhecessem de outras vidas; e essa não foi a única paixão que ele descobriu por lá. As terras e uvas também agradaram o rapaz. Já libertando ele daquela carapaça dos primeiros capítulos. E num breve momento enquanto observava o filho, ele quase fez um carinho. O que é um avança diante da forma que trata o garoto.

Poderia ficar aqui falando de cada um que observei nessas duas semanas. As crianças, o clima gostoso entre Gema e Raul, a relação cômica e arriscada entre Salomé e Bianca, a cara de boazinha má de Rosa, a perspicácia de Rita, a tristeza e secura de Zilda, a bondade de Afonso, a força e perseverança de Emília… mas teria que dividir em capítulos. 🙂

Agora vamos aos fatos, a dor que a Condessa sente não é por um filho morto, mas um filho perdido. Ele está por aí. Quem sabe é ele que fica embrenhado no mato observando a todos? Eu não fico muito esperançosa nessa primeira etapa porque como terá a maior passagem de tempo em uma novela no mundo (150 anos é o que dizem por aí), então todos terão que retornar para ter uma segunda chance. Isso quer dizer que na primeira vai dar merda. E do jeito que Pedro é psicopata, ele vai fazer alguma besteira. Tem muita gente que deve voltar para viver o que não conseguiu, mas também tem uma parte que vem para pagar. A última novela que acompanhei de Elisabeth Jhin gostei e me emocionei. Espero que isso aconteça novamente.

Isso chamou minha atenção

Ana Carolina_fakeÉ ou não é a cara de Ana Carolina?

 

Foto: TV Globo

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