Fim… e uma nova fase

Nesses últimos dias não pude me dedicar ao Blog, mas consegui assistir aos capítulos que levam ao final da primeira fase. Tenho que confessar que fiquei fascinada com a ideia da autora Elizabeth Jhin. Ela não usou os subterfúgios comuns para abordar o tema da reencarnação. Em Amor Eterno Amor, por exemplo, que é de sua autoria, ela remeteu as outras vidas através da hipnose, espírito…. já em Além do Tempo, vivenciamos o passado antes de chegar ao presente. Bingo! Isso prendeu demais minha atenção. Não sou fã de novela de época e nos primeiros capítulos não engrenei; ainda mais que estava saudosa pelo fim de Sete Vidas, mas chegou em um ponto na trama AL, que eu estava querendo que a história continuasse no século XIX.

Mas a hora da virada chegou…com data e tudo. Dia 20 de outubro. E aquela expectativa do início em saber como seria essa passagem de tempo, voltou a tona. Mas, como um ciclo será fechado, me peguei pensando como foi essa primeira etapa. E o saldo é bem positivo. Os atores impecáveis (tá. Tudo bem. Tenho minhas ressalvas com Paolla Oliveira), o figurino maravilhoso e a paisagem de tirar o fôlego. E dinâmica. Os acontecimentos não se arrastavam eternamente… Isso é bom, na minha opinião. Não me lembro de ter feito um post sobre erros de continuidade, o que significa que os continuístas estão de parabéns. É natural que eu comparasse essa novela com a última que acompanhei. E fazendo essa comparação, em Além do Tempo não houve muitas conversas densas, carregadas de questões humanas como em Sete Vidas, mas tiveram bons momentos de tensão, emoção e reflexão. O efeito “dominó“, que me referi aqui algumas vezes, dava um ar sombrio nas relações.

Palmas (em pé, inclusive) para a Condessa Vitória. Uma mulher má, que não tem nenhuma ressalva para atingir seus objetivos, mas que conseguiu ter uma certa leveza. Segura, autoritária, com um humor inteligente (mas claro, com uma pitada de sarcasno) mudou a vida de todos com sua chegada em Bellarosa. Personagens que imaginei não ter tanto envolvimento no enredo foi ganhando espaço e uma legião de fãs. Como no caso de Gema e Raul. Casal lindo e fofo. Pedro com seu ar de “menino bom” se revelou um mau-caráter. Envenenado pela sua obsessão por Lívia. Por falar nessa mocinha, ela me surpreendeu. Logo no início achei que seria do tipo “a mocinha sem sal”, mas se revelou uma mulher corajosa. A sintonia entre ela e Felipe é apaixonante. O conde também… que homem lindo. O distanciamento com o filho me incomodou no inicio, o que deu um “tom” mais humano ao personagem. Afinal, ninguém é 100% correto.

O mais excitante dessa fase foi ter a consciência que as histórias principais não dariam certo. Ou seja, não teria o “viveram felizes para sempre”. Foi uma sensação estranha ter esse entendimento. Mas o que não me impediu de torcer, ficar apreensiva, feliz, triste, irritada…. por cada personagem. E acredito que será interessante ter uma comparação tão fresca na memória de como as coisas eram e ficaram. As roupas, os relacionamentos, os costumes, a fala… tudo vai mudar. Com exceção do amor. Como uma querida amiga me falou uma vez: “na permanente mudança das coisas, a permanência do amor”. Que assim seja.

Ainda faltam alguns capítulos para findar essa fase, que será recheada de emoção e tristeza.

150 anos depois…

  • A Condessa Vitória será mãe de Emília. Ela irá abandonar a filha e o marido – que será Alberto – por um grande amor. Será dona de uma vinícola falida.
  • Emília “voltará” como mãe de Lívia de novo. Ela ao contrário do século XIX, será rica e poderosa. Deve permanecer com os resquícios da vida passada. Como autoridade, dona da razão, chantagista emocional… ela saberá que a mãe está falida e vendendo a vinícola e irá comprar.
  • Zilda será mãe de Afonso, Felipe e Severa. E cunhada de Vitória.
  • Bento será enteado de Vitória. Será ex marido de Rosa com quem terá uma filha (a atriz Klara Castanho). Bento será amante de Dorotéia.
  • Raul e Bernardo voltam amigo. Raul fotógrafo. Bernardo enófilo e escritor.
  • Melissa e Felipe serão donos da pequena vinícola Campobello. Alex será filho dele, mas não ficou claro se Melissa é a mãe.
  • Dorotéia continuará mãe de Melissa.

BellaRosa continuará uma cidadezinha na novela. Lá estarão os seguintes personagens:

  • Gema que será casada e dona de uma empresa de enoturismo. Num casamento péssimo, encontrará alegria no filho. Que não será Anita e nem Pedro. 🙂 Chico e Rita também estarão nesse núcleo. Ele órfão (na outra vida ele tinha o pai pelo menos). Ela o braço direito de Gema.
  • Roberto que será o médico mulherengo da cidade. Mas vai ficar balançado quando conhecer Anita.
  • Massimo será dono de uma tanoaria. E cumpre nessa vida o que prometeu: nunca se casar.  Mas terá uma surpresa do destino. E terá que cuidar de suas sobrinhas: Felícia – que será o oposto da outra vida. Vaidosa. E Bianca que também vem contra sua natureza passada. Será uma nerd. Pérsio também integra esse núcleo. Sendo funcionário de Massimo.
  • Rosa continua com o dom…será chef de cozinha. Dona da Osteria. Terá como funcionário “faz tudo”: Walmir (será que ele vem enxergando com os dois olhos dessa vez?!).
  • Bothelho e Neném serão irmãos. Ele gerente do hotel da cidade. E ela a irmã “baba-ovo”. 🙂
  • Salomé voltará como faxineira na cidade. Não aproveitou na outra vida o amor do marido, vai voltar tendo que correr atrás nessa agora.
  • Mestre será mestre. Ariel será um anjo que não acredita no amor (pelo menos foi o que ficou parecendo) e Cícero será um anjo aprendiz.

Agora é aguardar. Para distrair, assista a chamada para segunda fase. 😉

Foto: TV Globo

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