Transição

Nem nas minhas melhores projeções de como seria o final da primeira fase, imaginei algo tão perfeito. Putz! De tirar o fôlego. Nessas horas reavalio o nome do meu blog. Porque acompanhar algumas novelas não tem nada de “momento alfa”. 🙂 O capítulo de ontem mesmo, que angustia. Em alguns momentos cheguei a prender a respiração.

Como o amor obsessivo pode flertar com a loucura. Pedro é o exemplo claro disso. Estava perdido, exasperado. Tão cego, que preferiu a morte da sua amada a ajudar o seu arquirival. No último minuto achei que ele ajudaria, mas a ponta da espada “falou mais alto”. E que cena! No final das contas, Lívia optou por ir com seu grande amor. Porque Felipe estava morto, mas ela poderia se salvar. Pouco antes chegou a comentar que nadava bem. Foi uma escolha morrer.

Vamos aos tópicos.

  • A condessa teve um final merecido. Sozinha, amargurada e ao lado de Zilda. A única que seguiu até o fim. Nem a escolha da neta em ficar ao seu lado adoçou seu coração. Outra que foi consumida por um amor obsessivo. Triste.
  • Já cheguei a falar que a música escolhida quase nunca “casava” com a cena. Isso é coisa do passado. Ô, produção, estão perdoados. A música de transição do tempo foi maravilhosa.
  • Afonso e Anita. Enamorados. Mereciam.
  • O final de Bento me surpreendeu. Positivamente. Ele ficou perdido sem estar na barra da saia da condessa. Chegou a ficar manso. Outro que amava de um jeito… digamos… diferente. Mais uma faceta do amor retratado na novela.
  • Arrasada com o final de Raul e Gema. Como é ardo ser feliz.
  • Emília também é má. Será que na nova fase ela – que a duras penas conseguiu viver com seu amor – irá “sentir” o reconhecimento quando ver Bernardo?
  • Ahh Melissa, você foi cruel, covarde, mas não merecia morrer daquele jeito. Mas ela acabou desencadeando toda a tragédia. Tenho que dar o braço a torcer. Paolla Oliveira está de parabéns. A cena ficou impecável.
  • Achei forçação  Pérsio dizer que amava Rita.

NOVA FASE…

Essa transição foi sutil, não deu – pelo menos para mim – uma sensação de “estou perdida na história”. É muito bom ver um trabalho tão bem feito. A maturidade da autora (e equipe, claro) de não se ater as explicações prolongadas foi crucial. Finalizar na morte dos dois. Ponto. E fazer esse entrelace do tempo… o casal morrendo e se reencontrando. Amei.

Muitas caras conhecidas apareceram nesse primeiro capítulo da segunda fase. E já deu para se ter uma idéia que alguns voltaram com o ranço do século XIX. Continuar com o mesmo clima campal de antes foi um acerto. Dá uma sensação de continuidade. O que é uma desafio. Porque uma ruptura na fluidez da novela pode ser um desastre. Nós – telespectadores – temos que nos sentir familiarizados, mas entender que se trata de uma segunda chance. Ou seja, uma nova história com os mesmos personagens. Ninguém quer ter a impressão de estar assistindo a novela de sempre com os personagens vestindo roupas modernas.

Mas nem tudo são flores. O que é aquele cabelo de Felipe? E Emília? Vai continuar com aquele cabelo preso? Pelo menos agora está para trás. Deveria fazer igual a Gema e modernizar geral. 🙂 Anita linda como sempre. Confesso que aqueles cachinhos na franja me incomodavam. E o lenço vermelho na reta final nem se fala, mas agora ela está um arraso. Gostei do estilo de Melissa. E Bernardo? Se a higiene tivesse cara seria a dele. Ufa! Ninguém aguentava mais aquela mistura de cabelo, barba e bigode. Raul pão como sempre. Lívia fica mais bonita com os cachos. Mas não está ruim lisão. Pedro voltou o mesmo. Inclusive com o sentimento de posse. O cabelo de Rita ficou show de bola. E Carola, minha gente? Tirou as trancinhas e libertou o cabelo diva. Amei. Severa foi outra que ficou bonita. Como o cabelo muda a pessoa, neh?

Agora é esperar pra ver como andará essa nova fase. A autora terá um desafio pela frente. Continuar com a qualidade em alta.

Foto: TV Globo

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