Sem máscaras

Teias de aranhas devidamente tiradas (Ô! Com tantas semanas sem postar 🙂 ), agora vamos ao que interessa.

Nessas ultimas semanas coisas importantes aconteceram. E, mesmo que de forma sutil, alguns personagens estão mudando ao longo do tempo. Severa, por exemplo, nesses últimos capítulos tem abrandado seu coração (graças ao piano). Na primeira vez que tocou suavizou sua expressão e olhou de verdade para Alex. Ele como uma doce criança embarcou nesse momento. E essa suave mudança tinha um propósito. Pelo jeito será Severa que limpará a honra de Berenice.

Espero que revirando essa história se comprove a falta de caráter de Melissa. Chega do conde achar que ela é boazinha.  Chegou a hora de dar uma sacudida nessa história e as máscaras começarem a cair. Pedro mesmo já deu seus deslizes. Um ser tão desprezível não sustenta um “ar de bom moço” por muito tempo. A novela está tão boa que até a ansiedade pela passagem de tempo sumiu. Por mim continuaria de época. 🙂

Mas vamos ao tópicos porque tem muita coisa eletrizante acontecendo.

  • Nesse longo período sem escrever muita coisa mudou. Melissa e Felipe, por exemplo, reataram o noivado. E o mais chocante, com o consentimento e promessas de se apaixonar do conde. Não custa lembrar que o plano – arriscado –  de Melissa foi bem sucedido. Mas ainda bem que as providencias estão sendo tomadas e até beijo entre ele e Lívia já aconteceu. Falta agora ir por terra abaixo esse noivado fajuto com Pedro.
  • Fica até sem graça falar sobre uma festa que aconteceu a milhões de anos atrás, mas quero comentar sobre a cara de dor de cotovelo de Lívia quando Felipe e Melissa anunciaram o noivado. Acho que no final das contas isso foi importante para ela se dar conta que esquecer o rapaz não será tarefa fácil. Se de um lado ela constatou isso, do outro Pedro odioso estava em choque por se dar conta o quanto sua doce obsessão ama Felipe.
  • Esse é outro que nesses últimos dias está dando medo. E o final trágico de Felipe está sendo escrito… Pedro tão dedicado as aulas de esgrima? Isso não vai prestar. E a forma que esse ser mal falou com a mãe sobre Raul? Ameaçando até Chico. Pelo menos ele deu um soco em Bento. Rolou até um tapinha na cara. kkkk
  • Dorotéia não vai quietar até descobrir o segredo da condessa. Mas é claro que ela está aproveitando as “investigações” para ganhar uns beijinhos. Aff só uma desmiolada (ou igual) como ela para encarar um ser tão desprezível como Bento. Só de imaginar me dá ânsia de vômito. Mas pelo menos é corajosa. Até no quarto da condessa já entrou para bisbilhotar. E conseguiu um aliado. O mau-caráter do Roberto.
  • Lívia e Felipe tiveram altos e baixos nessas últimas semanas. Já se pirraçaram, se olharam e ele até já disse poucas e boas para ela por causa de uma mentira (na verdade era puro ciúmes). Mas o amor está tão palpável que não tem mundo ao redor que importe. Tão linda a cena dele salvando ela no lago. Boa sintonia entre paisagem e atuação. Mas o melhor foi a observação de Felipe. Que algo está acontecendo com ela. Opa! Demorou. Agora é ver se ele segue com essas suspeitas.
  • Não é possível que nesse período no casarão Lívia não tenha percebido que o conde não é nada daquilo que Pedro fala.
  • Felipe está bem mais amoroso com Alex. No final das contas, essa aproximação interesseira de Melissa com o futuro enteado teve um lado positivo. Mas como ela já percebeu o tiro no pé que foi essa aproximação dos dois, está tratando de colocar caraminholas na cabeça do rapaz. E a vaca está quase conseguindo. Mas essa história de Berenice não acabou. E quem mudará o rumo dessa prosa será Severa. Que me deixou feliz sorrindo para Alex ao tocar piano. E que sem querer despertou o olhar de Afonso.
  • Ódio mortal do que Roberto fez com Anita. Ninguém merece ser enganada assim. Esse vai ter que voltar mesmo e pagar todo o mal que estar fazendo.
  • Será que essa subserviência de Bento com a condessa Vitória tem explicações de outras vidas?
  • Lívia começou como uma faz tudo na mansão, mas como a vida é irônica, acabou sendo a cuidadora da matriarca. E pela forma que a condessa está fragilizada, pode sim acontecer dela se apegar a vovó. E se acontecer Emília surta de vez.
  • O ator Luiz Carlos está dando um show a parte com o personagem Bento. Gente, acho que se visse ele na rua sairia correndo. A cena dele se explicando para a condessa foi desesperador. Ele anda tão pilhado que foi tirar pergunta com Raul. E o que aconteceu? Se queimou mais ainda com a condessa. Por sorte ela estava grogue e não o humilhou o bastante.
  • Chico foi audacioso. A inocência de uma criança move montanhas.
  • O núcleo Massimo está rendendo boas risadas. Não estava gostando de Bianca, mas ela vem encontrando um equilíbrio entre a burrinha e a pateta. Outra que vai sofrer horrores se casar com Roberto.
  • Não poderia deixar de comentar a cena da condessa indo ver o filho capturado. Se frustração tivesse uma cara seria a dela quando constatou que não era o filho amordaçado no casebre. Ainda bem que naquele caos astral, ela se tocou da presença e doença de Raul e ordenou que Bento cuidasse dele. Como o próprio jardineiro disse, foram as rosas da condessa que o salvaram.
  • Ariel vai ter que dar explicações ao mestre por ter libertado Bernardo. E a Emília também. Custava ele mandar um zap falando que estava com ele? 🙂
  • Foi de arrepiar quando a condessa pegou na mão de Zilda. É uma dor de alma. De desespero. Ela está a um passo de entregar os pontos. Vai morrer de tristeza. Já aceita que não encontrar o filho é castigo pelas ruindades que fez ao longo da vida. Quase sinto pena dela, mas Zilda tratou de lembrar quem é essa mulher: “O que esperar de uma mãe que é capaz de fazer o que fez com o senhor Bernardo. Depois de tudo que eu vi e ouvi não tenho mais ilusões”, disse a governanta.  Ou seja, ela é muito má.
  • A condessa está caidinha por Lívia. O que será desse apego quando ela souber que se trata de sua neta? Acho que ela irá gostar.
  • Afonso um homem de visão. Ser justo com os funcionários trará mais benefícios para o casarão.
  • Será que o filho de Rosa é de Bento? Vixe! Tomara que não. E dona Nenen? Será que não desconfia que a cozinheira é mãe dele? E o que foi aquela música de romance quando Massimo viu Rosa? Será que vem paixão por aí? Ele carente de atenção e ela dando doce de leite frito?! Não há um homem que resista. 🙂

Ufa!? Muita coisa, neh? Agora que minha rotina voltou para o eixo (pelo menos por enquanto) não vou ficar tanto tempo escrever. 🙂

Foto: Fábio Rocha

 

 

Fim.

Adorei. Tudo bem amarrado, emocionante e delicado. Até a escolha de Júlia por Pedro não me zangou tanto. 🙂

Mas vamos por partes.

Estava enganada quanto a Laila. Pior do que Laila se imaginar trabalhando em um escritório, foi ela se imaginar tendo algo em comum com Branca; ainda mais quando essa comparação vem de uma criança. Essa foi a gota d`água. Então ficou aceitável o final dela. Trabalhando, estudando e pagando as contas.

Já o outro gêmeo não ficou com sua paixão, mas não foi surpresa a escolha de Isabel. Ela não escondia o que iria fazer. E com razão. Naquele momento ela não queria amarras. Queria ser livre. Queria se permitir a ficar só. Mas o tempo cura tudo. Ele com uma nova namora descolada, que estava fazendo parte da vida dos filhos… bom final para ele.

Bernardo continuou Bernardo. O irmão que se envolveu com todos os outros. De Júlia a Luís. Terminou com a vida que pediu a Deus. Curtindo o trabalho, morando longe de Durval e aproveitando a família. Ele não ficou com Elisa, mas não fez falta um final com eles juntos. Só senti falta dele com a mãe.

Por falar em Marlene, coitada. Na verdade esse final não foi recheado de finais felizes. Ela, por exemplo, terminou sozinha e desapontada, mas como ela mesma disse, precisava esgotar a história com Durval. E não tinha se arrependido. Agora é seguir em frente e tentar convencer Bernardo a voltar para casa. Ahhh esqueci que a novela acabou. 🙂

Por outro lado, Guida e Aníbal se deram bem. Coisa mais linda.

E Renan e Eriberto? A constatação do amor naquela relação foi tão bem montada. Me emocionei. Em contra partida, que hilária a conversa entre as exs. Eu sempre me perguntei se Marta sabia que Eriberto era gay. Ou a própria Marinhia, mas pelo jeito as duas nunca desconfiaram de nada. Atrás de garotas estudantes de artes? Oi?! Sabe de nada, inocente. 🙂

O final de Arthur não poderia ser diferente. Continuou encostado. Agora na asa de Olívia. Que largou mais uma vez o filho com Dona Iara. E nem se preocuparam em contratar uma pessoa para dar uma força. Nessa idade criança dá uma trabalheira. Mas fazer o quê? Ela vive em função do filho.

Confesso que o final de Lauro me incomodou. Ele não terminou feliz. Terminou conformado e um pouco esperançoso, pelo que Isabel disse. O que não significa que tenha sido ruim. Um final pode ser bom, tranquilo e normal. Sem fogos de artifícios.  Mas Lauro foi um personagem tão bacana, que no caso dele, os fogos cairiam bem.

Senti falta da presença de Branca. Ela foi citada. Teve a pensão reduzida e a convivência com os filhos compartilhada. Mas a personagem perdeu força. Feito Marta. Achei que elas serias mais exploradas na trama. Bem, no final isso não comprometeu. Só queria registrar.

É clichê falar em química entre os atores. Eu sei, mas eu tenho que falar sobre os personagens de Lígia e Miguel. Tão bom ver esses dois juntos. Que sintonia. Sabe quando você olha um casal e pensa: quero me apaixonar. Eles passam isso. Mesmo no caos que foi a história deles, ver o final deles cúmplices, juntos… gostei bastante. E ele fazer o prefácio do livro… show.

Thaís arranjou um gatão com filho para formar uma família linda. E Elisa tomando Milk Shake? Que evolução.

O mundo girou, os personagens se movimentaram, as coisas mudaram, mas o final não poderia ser em outro lugar. Tinha que ser no mar. Num barco. Nada mais justo, neh? No Sete Vidas. Faltou Felipe, que teve uma participação mais do que especial. Citar Fernando Pessoa foi covardia, neh? Não tinha como não se emocionar. E naquele momento, além de se fazer presente, ele perdoou o irmão. A vida é curta, por isso precisamos de pouca bagagem para aproveitar mais, deixa-la mais leve, então para que colocar mais peso com rancor, raiva ou ressentimento? Felipe, sou sua fã.

Desde que Pedro se perdeu dele mesmo, achava ele chato, mimado e reclamão. Confesso que essa imagem não saiu por completo da minha mente. 🙂 Quando ele se encontrou, resolveu ir atrás do seu grande amor. Só que ela já estava estável com Felipe. E eu na torcida por esse casal. Até os últimos minutos do segundo tempo estava com esperança da autora abrir mão do casal principal. Não deu. Mas não fiquei zangada. A forma como as coisas se deram contribuiu muito para isso. O principal foi a autora não ter investido numa conversa final entre Júlia e Felipe. Ter aparecido de forma contada foi uma opção inteligente. Outra coisa também, foi explorar outro ângulo para o término definitivo. Porque até então essa vida nômade de Felipe não foi uma questão. E acabou virando. Ou seja, mais um empecilho para os dois; além de Pedro, claro.

Me apropriando do que Renan falou sobre o cinema mudo:  “num mundo onde se fala tanto, (…) é uma oportunidade contemplar um olhar, um gesto, um silêncio, que no final das contas acabam dizendo mais do que mil palavras”, então Júlia e Pedro terminarem assim, sem palavras, só com um olhar, um beijo, foi tão bem bolado. Mesmo não sendo o que eu queria, como não se encantar?

Mas nem tudo são flores. Algumas coisas que me incomodaram:

  • Numa cena tão importante faltou um cuidado maior da produção.  Tinha um reflexo do câmera ou sei lá quem no note onde Felipe mandava a mensagem para a família. Maior quebra tesão.
  • Meses se passaram, mas Leopoldo continuava do mesmo jeitinho. Criança nessa fase muda tão rápido. Não foi uma falta grave, mas foi uma falta.
  • Esse não foi um erro, mas foi engraçado. Luís quando foi cumprimentar Lígia, ela ficou no ar esperando o segundo beijo. ka ka ka
  • Gente, só eu achei que Joaquim não estava curtindo essa viagem? Carinha tristonha.

No saldo final, Sete Vidas teve um último capítulo maravilhoso. Ao longo dos meses houveram falhas – principalmente no quesito tempo – mas foi uma história bem montada, com diálogos envolventes e inteligentes, a autora explorou bem a rede de amizades e – para mim – deixará muita saudade.

Agora é aguardar uma próxima novela para ver se despertará meu interesse. Até breve.

Foto: TV Globo

 

Encaixando as peças

Vou ter que mudar o nome do meu blog. De momento alfa ele está longe. Os diálogos dessa novela…MEU DEUS! São densos. Incomodam e por consequência te fazem refletir, questionar… nesse ponto Sete Vidas não deixou a desejar.

O capítulo de ontem mesmo foi – sem querer ser repetitiva, mas sendo – Uau! Aquela bilhete acompanhando por aquela caixa. A forma sensível de Miguel em analisar o rompante de Laila foi genial. Tudo bem que a intervenção de Lígia foi importante – inclusive resultou num desfecho providencial, mas isso é para outro parágrafo – só que a atitude dele em transcender o mau-estar, o constrangimento e partir para um reconciliação de uma forma sincera, desnuda tocou profundamente Laila. “33 presentes, um para cada ano, não caberiam numa caixa; mas mesmo assim, dentro dela cabe a minha certeza de que pra além de tanto desencontro da tempo para tudo se a gente quiser”, ahh Miguel, vou sentir sua falta.

Em paralelo a esse momento “bandeira branca”, Lígia parou de mimimi e foi atrás de ser feliz. Sem pudor, sem reservas, apenas se jogou. E o melhor, teve quem a segurasse. Como já é final, acho que agora vai, neh? Mas até chegar ao beijo, tiveram momentos punk. Primeiro o flagra de Vicente num momento cercado de emoção, de choro contido entre Miguel e Lígia,  em seguida Lígia com um catatau de justificativas para a cena que o namorado viu, depois o encontro entre Miguel e Vicente numa tensão palpável e para fechar com chave de ouro o abraço. Gente, como uma pessoa aguenta ser deixado em segundo plano por tanto tempo? Em vário campos da vida. No final das contas, o próprio Vicente se deixou em segundo, terceiro plano. Se conformou em ser assim. Ele para mim sempre foi ambíguo. Porque ao mesmo tempo que era o cara centrado, o que fazia acontecer, ele tinha um lado incerto, acomodado… era um personagem que me confundia.

Mas, nem tudo está perdido, e depois da curta conversa, mas carregada de magoa, que ele teve com a mãe, chegou a vez de encarar o relacionamento furado em que estava. Chega de migalhas, de mendigar carinho, amor, um olhar; dessa vez ele vai ser olhar para trás. Ele merece ter um final bacana. Vicente também foi um provedor de bons diálogos, bons conselhos e apesar dos momentos “pago para não me estressar” ele termina com um saldo bem positivo.

Vamos aos tópicos:

  • Fico imaginando um mundo com um punhado de Esther espalhado por aí. Pensou um mundo com pensamentos iguais aos dela? Onde o gênero não importasse. Homem, mulher, tanto faz. O que importa é o sentimento, o querer… e abrangendo mais isso: a cor, religião, seriam itens coadjuvantes.
  • Todo jantar que a família Sete Vidas se reúne o bafafa é tanto, que não chegam nem a sobremesa. O bolo solado de Pedro ontem, por exemplo, deve ter ido para o lixo. 🙂
  • Luís e Isabel terminaram? Eu pensei que ele tinha levado numa boa a decisão dela em não se envolver com as crianças, mas pelo visto isso é uma questão para ele. Na primeira oportunidade tocou no assunto. Ele não vai conseguir segurar esse “passarinho”. Ela quer voar; e pelo jeito para bem longe. Mas quem sabe depois de algumas aulas na França, ela não se toque que não vive sem ele e volta? Louca para ser uma boadrasta para os filhos dele? É hoje!
  • Elisa, já deu minha filha. O mercado quer garotas cabides, e pelo jeito você não se enquadra. Vai ser médica e voltar a comer as guloseimas que Rosa faz. Viva.
  • Caio voltou? Ele não estava no final que planejei para ela, mas se apareceu… só falta agora a ligação falando sobre a criança para ela adotar. Vamos aguardar; afinal, é hoje!
  • Gente, não tenho reservas para falar sobre Marlene. O jeito é esperar mesmo.

Ansiosa, saudosa, mas satisfeita por ter acompanhado cada capítulo dessa novela.

Foto: TV Globo.

 

 

Mudando o rumo

“Eu reconheço esse movimento. Ele não me é estranho”, boa Miguel, abre os olhos dessa mocinha. Porque se não for desse jeito, ela vai enveredar por um caminho parecido com o de Pedro. Se perdendo dela mesma e virando um buraco negro. Esse alerta do quase pai foi um divisor de águas; e como uma barragem que se quebra, Júlia foi inundada pelo sentimento por Pedro. Por mais que eu esteja torcendo para que o casal final seja ela e Felipe, as coisas não podem ficar assim, pela metade. Ela tem que estar inteira, resolvida; e encarar essas questões sem rodeios é a melhor opção. E quem sabe, no final ela estará leve para viver feliz com o argentino? (Eu confesso, eu confesso… sou uma esperançosa inveterada) 🙂

Quem ficou sem jeito com a reação de Júlia foi Laila. Acho que nem ela mesma pensou que a irmã estivesse tão mexida e confusa. Além da atitude de Miguel ter dado uma nova perspectiva para Júlia, serviu para ele ganhar alguns pontos com a filha trator. Na verdade, foi meio que um contagio, porque Bernardo e Pedro também reconheceram uma mudança significativa no pai biológico. E ontem as surpresas com Miguel não pararam por aí. Ele – até que enfim – teve coragem de encarar Lígia. E diferente das outras vezes, falou bastante e foi bem claro no que queria. Conviver com o filho. Agora eu me pergunto, e como fica Lígia diante da constatação que o amor de sua vida está seguindo o caminho que ela sempre quis? É, amiga, às vezes metemos os pés pelas mãos e ficamos em maus lençóis. Mas mesmo sendo receptiva com ele, ela foi firme e não titubeou e nem ficou suspirando pelos cantos. Será que dessa vezes Miguel perdeu a parada? Acho difícil.

Agora vamos aos tópicos:

  • Depois que conheceu a namorada de Sr Aníbal, Guida achou desaforo perder terreno para “aquela velha”, como ela mesma disse. Então fez um crediário e deu um up no look. O velhote que se segure. Guida está na área. kkkk
  • Marta desceu do salto. Enxotou Eriberto aos gritos. Ele como sempre um cavalheiro tentou contornar a situação, mas sem sucesso. Agora é oficial. Eriberto saiu do rótulo de tradicional.
  • Quando eu vejo Dona Iara eu penso: pior que existem mães assim. Doentes pelos filhos. Acreditam que estão ajudando e protegendo, mas só estragam. Arthur é a provo disso.
  • Babado o encontro entre Lauro e Isabel com seus respetivos. Ele se saiu bem, viu? Todo arrumado, seguro e bem acompanhado. A terapeuta ficou abalada.
  • Enquanto Lígia fazia a propaganda do sabão OMO, foi Vicente falar em tomar banho que Joaquim com olhar desesperado começou a falar: eu não gosto de ficar pelado para ninguém ver. Pra ninguém ver. kkkkk
  • Durval, Durval, você segure sua onda.
  • Pode ser uma solução pontual e que lá na frente tenha que ser revista, mas nesse momento o trabalho está “salvando” Irene. Ela está se agarrando onde pode para não afundar. Um solução emergencial.
  • Zé Roberto – vulgo pai de Lígia – quase caiu duro no chão quando ouviu Esther falar “minha companheira”. E como sempre ela se saiu bem. Dar tempo para eles digerirem tudo que está acontecendo. Mas ela trata desse assunto tão naturalmente (como deve ser) que já já eles estão curtindo a noite novamente.
  • Eu que fico aqui escrevendo para Júlia falar a verdade para o marido, confesso que quando ela chegou em casa e disse “Felipe, a gente precisa conversar”, eu gritei: nãaaooo diz NA-DA. kkkk A cara que ele fez foi de arrasar o coração.
Foto: TV Globo

1000%?

Só posso acreditar que Júlia ficou em choque quando Felipe falou sobre a viagem. Porque a não reação dela foi digna de Miguel. Gaguejou, gaguejou e não disse nada. E para piorar começou com a frase “quem foi que te disse isso?”. E depois foi ladeira a baixo. Felipe ficou P da vida com toda razão. Foi duro e objetivo. Mais uma chance dela ter contado tudo. Sobre o beijo, suas dúvidas e a viajem. Mas não, ela optou, optou… nem sei mais porque ela mentiu. Ou melhor, li algo no site globo.com.

Que inclusive, me deu um pouco mais de esperança. Se você não quer saber pule para o próximo parágrafo. Ela terá uma conversa com Laila onde irá admitir que vai embora porque tem medo de uma ruptura na família por sua causa. Ou seja, esse comportamento instável, confuso, pode não ter a ver com um sentimento por Pedro, mas por prever uma separação definitiva entre os irmãos. Indo por essa linha, a decisão final fica em aberto; sendo assim, Pedro ainda não ganhou essa parada. 🙂

Voltando a revolta de Felipe, ele não pensou duas vezes e se mandou de casa. Miguel ser o intermediador na reconciliação deles fez todo sentido, mas Laila, mesmo sendo aquele velho e conhecido trator desgovernado, não disse besteira ao questionar a participação dele nesse feito. Ele ignorou algumas peças; como a rapidez dela em aceitar viajar e em mentir para o marido. Agora, vamos ver se ele arrancará alguma coisa dela depois de uma pergunta direta sobre os sentimentos entre ela e Pedro.

Bem, vamos aos tópicos:

  • Uma coisa que achei engraçada foi quando Felipe chegou em casa… Júlia tranquila “navegando” provavelmente no Facebook… “que bom vc chegou. Onde vc estava?”. Oi?! Parecia até que ele foi ali na esquina; Estou dizendo, esse povo da novela é evoluído no quesito “relações em crise”.
  • Ahhh, Esther, sentirei sua falta. Ela falou algo tão interessante. Se muitas pessoas pensassem assim, o mundo seria mais belo. Vou até me apropriar e reproduzir aqui: “Quando conheci a Vivian, minha companheira, de cara eu soube o que deveria ser o amor. A experiência de se sentir encontrado, reconhecido, a vontade com outra pessoa, uma sensação de pertencimento, de casa, de não ter que se adaptar, de não ter que fingir nada, nem por um momento (…) Que pode conversar qualquer coisa. (…) E o fato de eu ter encontrado tudo isso numa mulher foi estranho, mas aos poucos fui percebendo que o que existia ali era um grande encontro”. <3 Eriberto, trocando em miúdos, não importa o gênero, se você encontrou o maestro para reger sua orquestra, se jogue. 🙂
  • E Guida encontrou um emprego. Não sei ao certo se o pagamento será o suficiente para manter o padrão delas (ainda mais com Rosa indo fazer mercado a cada segundo), mas pelo menos é um caminho. Agora só falta traçar Sr. Aníbal. kkk
  • Gente, e o papo de Durval? Isso está me cheirando a treta da braba. Marlene minha filha, tô com dó de você.
  • “Porque com a verdade – seja ela qual for – por mais difícil eu consigo lidar. Agora, com a mentira, meia verdade, omissão… eu me desoriento. Não sei onde estou pisando, não sei o tamanho e a forma da situação que estou enfrentando”, ahhh, Felipe, como eu queria que você tivesse dito isso semanas atrás. Iria te plagiar. Na torcida por você, meu caro.
  • Pelo jeito Vicente mudou mesmo. Não cedeu ao papo mole do irmão e foi duro e realista com ele. Mas não deixou de ajudar. Quem não gostou do novo emprego foi D. Iara. Que derrubou todas as latinhas de extrato.
  • Está vendo, Lígia, é disso que estou falando. Isabel está aí. De volta ao mundo. Livre. E não quer se prender a ninguém. Tudo bem que você tem um filho (que cá entre nós como mãe você não foi essa Coca Cola toda), mas não precisa de um homem a tiracolo. Não quero desmerecer Vicente. Ele é integro, companheiro… mas essa relação é furada para ele também. Ele precisa de amor, paixão… algo intenso. Afinal, ele merece.
  • A pessoa que mais trabalhou nessa novela foi Bernardo. Espero que dessa vez ele se encontre e não vá aprontar. Ou roubar dinheiro, ou falsificar carteira, ou sair beijando o chefe… kkkk Boa sorte, cara!

Na contagem regressiva. E já com saudade.

 

O fim está próximo

Reta final de novela significa especulação adoidada e saudade apontando no coração. 🙂 Sem mais delonga, vamos aos tópicos sobre os dois últimos capítulos. E como sempre, nada de ordem cronológica. 😉

  • A vontade que tive foi dar um abraço em Miguel. Foi importante descobrir a verdade, mas que dureza ter a confirmação que o pai era um assediador. E os diário? Será que a mãe menciona esse comportamento do pai? Será que ele a ameaçava de alguma forma? Porque quando Miguel falou sobre ela, a referência dele era de uma mãe submissa. Essa revelação de Luzia tirou o oceanógrafo do torpor. Ele agora vai tomar posse da sua própria vida. Trocando em miúdos, vai conquistar os filhos e seu grande amor; que a essa altura estará com alguém. Não poderia ser mais pai de Pedro do que já é. 🙂
  • Só eu tive vontade de bagunçar aquele cabelo engomadinho de Miguel? Você fica mais bonito com o cabelo rebelde, rapaz. #ficaadica
  • Em paralelo a isso, a pamonha da Lígia se “medica” mais uma vez com o Vicentol. Quem aquenta? Bem, não vai adiantar nada. Porque uma coisa que aprendemos nessa novela é que fugir de amor só dá em merda.  Mas cá entre nós, que cansativo esse blá-blá-blá das amigas jogando Lígia para cima de Vicente. Poxa! Tudo bem que elas não aprovem a relação (que na visão delas é doentia) com Miguel, mas não precisa foçar a barra para que ela fique com o músico. Não quero ser repetitiva, mas não deu certo antes e nem vai dar agora. Mais uma vez Vicente vai sofrer.
  • O que foi aquele encontro entre Olívia e Virgínia? Como disse uma amiga: impactante. E foi mesmo. Mas esses dois estão merecendo um castigo. Muito injusto que eles continuassem nessa vida mansa na reta final da novela. Espero que Virgínia seja dura e mande ele catar coquinho. Olívia com aquele jeito de quem tomou um rivotril, ainda deu a entender que ela e Arthur são um casal. Juro que eu pensei que o rapaz iria largar o filho no chão.
  • Nada a ver Júlia ter ido atrás de Bernardo com Pedro. Ela mesma cria situações. Primeiro se oferece para ir e depois decide não falar com Felipe. E ainda vêm com essas: “pedir uma espécie de autorização para ajudar Bernardo?” (a questão aqui, fofa, não é Bernardo)… “não vou mentir. Vou omitir para ele não ficar preocupado”. Ai ai… E o tênis do lado de fora? Cheguei a rir. A mulher comenta que o lugar é perigoso e tal e mesmo com a casa em pandemônio o jovem se preocupa em tirar o tênis com lama para não sujar nada. ka ka ka Me poupe.
  • Pedro bom moço que é chamou Bernardo para morar com ele. Ou melhor, na casa do pai. Mais uma boca para Vicente sustentar. 🙂 Vai ver que ficou com dor na consciência depois de tanto aprontar com o irmão mais novo. Porque se uma pessoa “apanhou” de Pedro, essa pessoa foi B. Confesso que fiquei com dó de Marlene. Não deve ser fácil se dar conta que um filho tão novo já tenha essa urgência de sair de casa. E de besta Bernardo não tem nada. Argumentou muito bem sua liberdade. E Durval? Será que mudou mesmo ou é só papo?
  • Aníbal está dando o troco na mesma moeda ou está namorando mesmo? Tô achando que isso é treta.
  • E Elisa se achando a adulta do ano? Parecendo a vivida da cidade. Bernardo também passou por alguns perrengues, meu bem. Quanto a diferença da idade, não é tanta assim, vamos combinar. Pelo menos Bernardo não se fez de rogado e disse na lata: “não vejo diferença entre a gente. (…) Pra mim a gente é igual”. O fofo chorando, se abrindo e ela falando besteira. Tédio total.
  • Aquela cena mostrando Lígia, Vicente e Joaquim vendo vídeo da família feliz não me convenceu. Esse negócio de se apegar em momentos passados para decidir o futuro é um erro. Fiquei tão contente com o momento de lucidez dela quando puxou a mão, mas logo em seguida ela me desapontou. kkkk

PS: Obrigada, estagiário. Vi que não teve o capítulo de sábado por causa do jogo. 🙂

Foto: Raphael Dias

 

 

 

Sacudindo as histórias

Vamos direto as Rapidinhas. Na correria dos desdobramentos.

  • E Pedro finalmente se deu conta que misturou as coisas. Vicente, Miguel, gravidez, Taís… tendo como pano de fundo as mentiras. Se perdeu de Júlia, como ele mesmo disse, e parou no tempo. Só que a vida da restauradora seguiu em frente. Agora ele vem com cara de cachorro triste para retomarem a partir do quarto de hotel onde transaram pela primeira vez? Não quero soar insensível, mas o mundo não dá pausa para a gente se reorganizar; então não é justo ele aparecer agora com esse papo. E pelo jeito não irá parar por aí. Marcará em cima. Até ter Júlia de volta e mais uma vez desestruturar a vida da garota. Ela não deveria ter um olhar tão compadecido. Afinal, ela sofreu muito e Pedro passou recibo de covarde. Não lutou por eles. Não cumpriu sua promessa. Ela pode ouvir, até chorar, mas espero que não passe uma borracha sobre a escolha que Pedro teve lá atrás.
  • Felipe mandou na lata: desleal. Se eu fosse ele quando Pedro disse “uma história não vivida. Abortada. E você sabia disso” diria: não vivida pela sua covardia. Quando você abriu mão dela sabia o que estava perdendo. Então siga seu caminho. 🙂
  • Eu acho que Júlia gosta de Felipe. De verdade. Mas aquela cena dele avançando nela para um fricote, e ela fazendo cara de paisagem… pensativa… oh my god!
  • Lígia não aprende. Mais uma vez vai curar sua miguelite com o remédio genérico Vicentol. Que tédio!
  • AR-RA-SA-DA por Irene. O que é isso, gente? O pior que Vicente tem razão. Não existe um culpado nessa história. E por ironia do destino, foi o acolhimento de Irene que despertou o lado maternal de Diana. Vai entender a vida. Agora é… agora é… nem sei o que esperar desse enrosco.
  • Na contagem regressiva para o retorno de Arthuzinho para casa da mamãe. 5, 4, 3…
  • Já deu para perceber que Luís está com os dois pés na relação. Já Isabel está com a ponta de um pé. Ô tadinho.
  • E o porre de Lauro? Passada! Ainda soltou os cachorros em cima de Lígia. kkkk
  • Será que Esther vai despertar uma luz em Eriberto quanto a Renan? Essa aproximação não será à toa.
  • Nunca reparei se Felipe já disse “eu te amo” para Júlia. Já?
  • Alguém me explica qual a necessidade de Virginia querer empurrar goela abaixo a papinha industrializada no pobre Leopoldo. Lembrando que a criança estava em sono profundo. Foi colocada no carrinho no susto. Coitado. Gente, tem coisa em novela que incomoda, viu? Custava a cena ser com elas conversando com o menino no colo? Como diz uma amiga, não sei pra que tem criança nessa novela. 🙂
  • Fiquei em cólicas quando Esther começou a falar sobre a história do surgimento da ONG. Pelo jeito o resultado dessa atitude não será (a princípio) saudável.
  • Já notaram quantas palavras bacanas a autora coloca em diálogos simples? Culpabilizar, equalizar, sincronicidade… adoro!
  • E cadê Miguel?! Volta, homem. Retoma sua história.

Agora é sentar e aguardar.

Foto: TV Globo

 

Despedida

Quem quis pegar Miguel no colo levanta a mão? o/

Coitado. Numa tristeza profunda. Confesso que rolou um esforço para abstrair os cortes na sequência da cena da conversa entre ele e Joaquim, mas entendo que contracenar com crianças pode ser uma caixinha de surpresa. 🙂

Esforço que acabou esquecido na cena em que Miguel e Lígia pensam um no outro. E a música? Por falar em música, sempre quis escrever um post sobre as músicas dessa novela, mas acabo adiando. Se eu já reclamei da falta de liga entre os personagens e seus nomes, não tenho o que falar das músicas. Cena e música se completam. Uma seleção digna para se entrar na lojinha da globo.com e clicar em “comprar”. kkk

O capítulo de ontem foi para deixar aquele gosto de expectativa. Encontrar Luzia e ela ser receptiva foi importante, mas daí a convencer Miguel a entrar nesse mar revolto são outros quinhentos. E os diários? Deve ter muito podre sobre o pai dele. Porque pelo vista a mãe não era submissa à toa.

Mas falando de algo mais leve, e Luís e Isabel? Namoradinhos. Que lindo! Curtam bem, meus queridos, porque quando Branca souber desse babado não vai dar folga. Outro casal que pelo jeito também mudou o status foi Durval e Marlene. De ex para atual. Achei muita cara de pau dele fazer aquele discurso todo e no final dizer que “hoje eu nem espero muito. Não espero nada além de um beijo”. Oi?! O “ir devagar” nessa novela é bem moderno.

Pelo jeito a única que prefere a moda antiga é Elisa. Ela sim está indo devagar; mas eu acho que esse cara não está com boas intenções (sinal que ir devagar não quer dizer nada). O discurso de Júlia que o fotógrafo pode estar interessado na Elisa comum, a estudante de medicina, a diferente das outras… sei não. Acho que isso é furada. Ô, Elisa, Bernardo é meio pirralho, mas dá uma chance pra ele. Você pode se surpreender. Levantando a bandeira em prol do amor. \o/

Rapidinhas

  • Eu tento suavizar meu olhar em relação a Pedro. Penso que ele está perdido, frustrado e sem perspectiva, mas ele está tão chato, mais tão chato, que desisti. Vou dar tempo ao tempo e esperar que o botão “ir atrás de Júlia” seja acionado e ele volte a ser mais sensato. Apesar de meu lado egoísta querer que ele fique em Noronha com o filho e Taís trabalhando na recepção de um hotel.
  • Marlene, já que você não me ouve, pelo menos ouve Guida. Ele te passou a perna, foi mau-caráter com seu filho e com a outra família que um dia ele teve. Para de ficar correndo atrás de homem. Faz uma viagem, sai com as amigas…. curta sua vida.
  • Aí, gente, tudo bem que até concordei com que Esther disse sobre se meter na vida dos outros para ajudar. Achei uma justificativa plausível, mas estou começando a achar que ela está indo longe demais. Traindo até a confiança da recém-amiga. E enganando o diretor da empresa. Espero que esse plano dê certo.

Agora é esperar Miguel ir falar com Luiza. Será que ele vai?

Foto: TV Globo

 

Momento bagunça

O beijo em Luís deu fôlego para Isabel embarcar nessa aventura desconhecida para ela. A conversa com Lauro foi dolorida. A constatação dela de que a relação entre eles virou apenas amizade foi forte. Na minha opinião é atestar que tudo acabou. Gostei muito da cena. A tensão, o nervosismo, o olhar perdido e depois raivoso de Lauro…foi muito bom. Como não poderia ser diferente, os amigos prontos para apoia-los. Apesar de não entender qual é a de Lauro em procurar Miguel.

Porque toda vez que o amigo tenta dar um conselho ou algo parecido, surge logo uma observação: você nunca foi casado. Não sabe o que é isso…blá blá blá. Ele deveria se dar uma chance de ouvir e tentar entender o ponto de vista de alguém de fora. Que nunca casou, tudo bem, mas que já se relacionou de alguma forma e que o conhece um pouco, neh? Isabel com as amigas pontuou algo interessante. Que Lígia sempre disse que ela era “cerebral e pragmática”; e agora que ela se desestrutura ela fala para não ficar assim. kkk Deixa a mulher viver esse caos. Mania de querer estar sempre feliz e centrado. A bagunça também faz parte. Já dizia minha avó: bagunçar para arrumar. Uma coisa é certa, com choro ou sem choro ela vai viver essa história.

Achei até graça ela pedindo para ir devagar na relação e depois pulando no pescoço de Luís. Vai esperar pra quê, minha filha? A parte mais difícil vc já fez. Apesar que o mais complicado estar por vir. Porque não é só o casamento dela que essa escolha atinge. Tem a questão profissional. Para ela não ter a reputação arranhada essa transição terá que ser bem feita. Ainda mais que no meio do caminho tem uma Branca.

Falando sobre Lígia, sabe uma coisa que me irrita nela? Essa mania de dar satisfação para Vicente. Se quer falar com Miguel ela avisa pra ele. Se quer voltar para Miguel avisa (inclusive antes) para ele. Se termina com Miguel avisa para ele. Acho que nem quando estavam casados ele não ficava tão bem informado. Coisa mais chata. Ainda bem que gosto dela. Aí vou relevando. Será que hoje vem coisa boa por aí? Miguel aparecendo na porta dela. E ele vai viajar mesmo? Ou quando descobrir que Luzia está viva vai tirar essa história a limpo? Porque apesar de não ter cedido aos argumentos de Júlia em esclarecer o passado, ele perguntou sobre sua paixão da adolescência para dona Cida.

Por falar nisso, estava achando Júlia invasiva e insistente demais. Uma amiga comentou que ela deve ter uma vida vazia. Uma hora busca os irmãos, em outra ajuda Marlene com Bernardo, agora nessa caçada frenética para dar uma nova perspectiva para o ex quase pai. Ter a cena entre Esther e Luís onde ela comenta que é “contra esse negócio de lavar as mãos. Que faz questão de se meter (…) para ajudar” contribuiu para que eu tivesse um olhar menos crítico nas atitudes dela. Ela não faz isso por ter uma vida vazia; acredito que faço por ter escolhido isso para vida dela. Ajudar as pessoas.

Agora, falta um pouco de esperteza para ela e Felipe, neh? Custava esperar Miguel ir embora para depois fuçar a correspondência da mulher? Miguel foi enérgico com os dois. Até um pouco cruel com Júlia, mas com razão. Só que a magrela está decidida a resolver essa questão. E não se fez de rogada. Já encontrou Luzia e falta pouco para saber qual foi a treta armada pela mãe dela e pelo pai dele. Bem que eu achei que essa dona Cida não era flor que se cheire. Deve está metida na lama até o pescoço.

Rapidinhas

  • Me surpreendi com a atitude de Luís. Mesmo Júlia relatando a resistência de Miguel em não investigar a história do pai, ele se colocou como filho que quer ajudar. Ele é tão comedido que o caminho certo seria: não quer? Paciência. Nós tentamos.
  • “Eu não sou de negar amizade para ninguém” = vou voltar para Durval. Espero que dessa vez ela não enfie o cara dentro de casa sem antes conversar com o filho. PS. Quem reparou o restaurante que eles foram? o/
  • Concorrente desleal esse de Bernardo. Bem que ele poderia ser fictício feito o de Aníbal, neh? Pelo jeito a tática de Graça vai dar certo. 🙂
  • Júlia conversando com Miguel falou em lacuna deixada por Pedro. Espero que ela tente preenche-la com Felipe. kkk
  • E Pedro continua fazendo escolhas furadas. Ainda dando ao filho um peso que não é dele. Não quer depender de mesada? Vai pedindo dinheiro pro pai e anotando. Depois paga. Não é possível que ele não possa fazer um trabalho mais próximo do que ele goste. Vai levar turista para mergulhar, dar aula de mergulho ou algo desse tipo. Mas não… tem que ser um escolha para se punir.
  • Bom Isabel ter ido conversar com Miguel. Ele não se toca que sair da vida assim de uma pessoa só trás conclusões ruins. Ainda mais para uma criança. É hora de aprender a dar “tchau”, rapaz.
Foto: Felipe Monteiro

Déjà vu?

E mais uma vez Miguel saindo pela tangente e Lígia catando cacarecos pela casa para colocar numa caixa. Sei que estou sendo insistente, mas será que a criatura não se dar conta que não adianta fugir? Ele mesmo já teve uma conversa com Pedro – na época que era João – sobre isso. “Fugir de um afeto, de um amor… isso nunca dar certo. A pessoa pode ir para longe, se esconder num casamento, em outra cidade, até em outro continente… não existe rota de fuga”, palavras do próprio Miguel.

Tudo bem que o buraco dele é mais embaixo, porque além de não se achar merecedor do amor de Lígia e Joaquim, ele se vê capaz de apodrecer esse sentimento. Triste. É algo tão complexo, que essa certeza dele de ser tóxico se mistura com a covardia. E ele não consegue enxergar. Não é por falta de aviso. Porque tanto Lauro, como Lígia – até mesmo Laila no último encontro com ele – mostraram com bons argumentos que no fundo ele foge por não querer lutar. Traspassar os obstáculos. A postura de Lígia foi impecável. Quer lutar? Estarei com você. Quer fugir? Acaba por aqui.

E a rede de amizade – que nessa novela tem um peso – está sempre de prontidão para agir. Irene e Isabel segurando a barra da jornalista; e Lauro tentando mostrar ao amigo que ele é um juiz carrasco com ele mesmo. Por falar em Lauro, outro que anda muito mal coitado. O que foi aquela mentira de Isabel? E ainda deixa o celular na cara do marido. É estar muito segura da situação. Sempre fico aflita nas discussões entre eles. Porque como já disse eles têm bons argumentos. Apesar que ontem a terapeuta ficou sem chão e sem palavras.

Tanto que a briga serviu para ela se dar conta que já está envolvida com Luís. A resposta que ela deu ao ouvinte era para ela mesma. Viva isso e veja no que vai dar. Pelo jeito vai dar em namoro depois do beijo de ontem. kkkk Tô rindo, mas com o coração apertado por causa de Lauro. Sou fã dele. Ele não merecia sofrer, mas a vida é assim.

E a vida não está fácil pra ninguém mesmo. Veja Pedro. Um menino prodígio no mundo acadêmico, mas fez um trabalho medíocre para tentar uma bolsa no instituto. E a culpa é de quem? De Júlia. Porque pela análise de Taís ele vem abrindo mão das suas paixões. Está triste. Infeliz. E quem produz algo de bom infeliz? Eu acho que ninguém (tem algumas exceções). Pior que essa situação começa me incomodar. Porque não conseguir a bolsa de estudo pode desencadear em um caminho de volta dele para ele mesmo. Confuso? Talvez.

Mas escreve o que estou dizendo. Ele vai se dar conta que vem morrendo aos poucos depois que abriu mão de Júlia. E ninguém quer morrer, neh? Então ele vai ir atrás dela. Só que minha torcida já é para Felipe e Júlia (tá! Estou sendo egoísta). A relação entre eles já está tão bem encaminhada… vão até comprar um apartamento juntos. E quem será o fiador? Luís. Ter irmão podendo é bom, neh? 🙂

Depois que Júlia decidiu seguir em frente com o ativista, nunca vi uma cena dela sofrendo e pensando em Pedro. Até mesmo quando ela soube do término do casamento do ex meio-irmão ela conversou numa boa com Elisa. Ficou mexida, claro, mas pagou a conta e seguiu a vida. O que me aflige é que até agora não rolou um “eu te amo” para Felipe. Isso deixa uma “porta aberta” para Pedroca, neh? Apesar dos dois estarem lindos e fofos juntos, acho que a autora ainda não decidiu. 🙂

Rapidinhas

  • A vida novelística seria tão sem graça sem personagens feito Laila. Ela de conversa com Júlia sobre Lígia foi ótimo. Dei muita risada. “Overdose de unicórnio e arco-íris”, “transmutado em príncipe encantando em um cavalo branco. Liiigiiaaa”, foram algumas pérolas. kkkkk Ela é ótimo. Pior que a analise não é de todo uma maluquice. Já o encontro com Miguel não foi hilário. Ela não conta conversa. Fala mesmo. É um verdadeiro trator desgovernado.
  • Vicente foi outro que encheu os pulmões e soltou o verbo. Lígia chegou a ficar acuada. Pior que oficialmente o músico não apita em nada. Imagina que sensação de impotência? Agora é se fazer presente, e se Miguel for realmente embora aproveitar essa deixa para mostrar a Lígia que ele está certo (será mesmo?).
  • Depois de um encontro traumático com quem Marlene se encontra? O finado Durval. Em tratamento, cheio de papo e declarações. Não sei não, mas estou sentindo cheiro de “uma chance” por aí. Bernardo vai ficar P da vida. Acho que a questão de Durval vai além do vício. Ele foi mau-caráter. Não sei se melhorando uma coisa a outra vai mudar. O jeito é esperar para ver.
  • Achei que Luísa na vida de Vicente seria algo arrebatador, mas a cada capítulo estou achando ela um tédio. Ou melhor, a relação entre eles.
  • Luís decidiu fuçar a história do pai de Miguel na mesma semana que Dona Cida apareceu. Eita lê lê que é vem coisa por aí.
Foto: TV Globo