Atitude

O Conde Felipe terá que ter colhão para sustentar a decisão dele. Porque sofrerá pressão por todos os lados. Se hoje para alguns a palavra dada não tem poder, naquela época valia mais que documento assinado. Então não deve estar sendo fácil para o Conde. E ainda ter que ouvir ofensas como egoísta, moleque, desonesto, cafajeste… Mas tudo vale a pena para ficar com a ex noviça. Será?

Como a novela começou praticamente ontem, muita água ainda vai rolar por baixo dessa ponte, ainda mais com essa história de reencarnação. Não paro de pensar na frase: nessa fase só vai dar merda. Por isso, tento não me empolgar muito. Imagina se ele vai viver tranquilo produzindo vinho gostoso, cuidando com amor e carinho do filho e da esposa? De jeito nenhum. Assim não teria novela, neh?

E a Condessa Vitória sofrendo horrores pelo filho. A mulher é ruim, viu? Mas a dor por Bernardo é verdadeira. Por falta, por culpa, por raiva, afinal ele a contradisse ao ficar com Allegra. O pior que Felipe irá pelo mesmo caminho. Será que ela tentará matar Lívia também? Uma coisa que chamou minha atenção… por que ela comentou com Zilda que não pode contar a verdade para Felipe? Será apenas por receio de levantar suspeita de ter armado o acidente ou tem algo mais? E mudando um pouco o foco, e ela experimentando o bolo? Verdade seja dita, ela pode ser dura, tratante e má, mas reconhece quando um trabalho é bem feito. Seja um bolo delicioso ou as lindas rosas no seu jardim. 

Agora vamos inaugurar os tópicos nessa nova jornada. 🙂

  • O que foi aquele chá na casa de Salomé? Teve de tudo. De zoação a negócios. Melissa com cara de sonsa zombando de Bianca, que por sua vez só falava besteira, Massimo desfilando pela sala cheio de lama… O melhor de tudo foi ver Severa tentando ser superior a Rita e se dando mal. A preceptora de Felícia deixou a outro no グラウンド (chão em japonês kkk).
  • Que constrangedor quando Gema pediu para Raul ler. O filho mandou na lata: “fala a verdade, pai”. Não fica assim não, Sr. Raul. A Gema vai lhe ajudar. 🙂
  • Só não percebe quem não quer o quanto Pedro é psico. Obcecado por Lívia. Estou achando que ele vai acabar matando ela ou o Conde.
  • Melissa “ama” mesmo o conde, neh? E considerando o que a mãe dela falou, deve ser mais uma obcecada. Porque deve ter dedo dela nessa história de Berenice trair Felipe. E quem sabe até na morte.
  • Esse conde é um gato (só para deixar registrado 🙂 ).
Foto: Fábio Rocha

 

Muito pano para manga

Depois de um recesso forçado fiz uma maratona Além do Tempo para me atualizar. Agora é correr contra o tempo (desculpa o trocadilho) e tentar resumir essas duas semanas. E como não poderia ser diferente, não vou seguir ordem cronológica.

Se fosse para escolher uma palavra como definição para a novela seria tensão. É como se todos estivessem em uma panela de pressão e ela fosse explodir a qualquer momento. Sem contar no efeito dominó constante. Um recebe uma patada aqui e em seguia atinge o próximo que julga inferior.

Sobre os personagens, apesar de ainda não ter tido diálogos profundos, já tiveram cenas emocionantes. A conversa entre Lívia e Emília, por exemplo. E por falar em Emília, como a atriz Ana Beatriz Nogueira está a cara da cantora Ana Carolina; quando ela estava desenganada e a pobre da filha se acabando de chorar ao lado dele, eu olhava a cena e só enxergava ela cantando:♪Minha garganta estranha quando não te vejo. Me vem um desejo doido de gritar♫ 🙂

Voltando ao que interessa, gosto de muitos atores nessa novela como havia comentado. Fiquei muito feliz em rever Letícia Persilis, Daniela Fontan, Irene Ravache… bom demais. E ao contrário de Sete Vidas, aqui o que não falta é vilão. Pedro dá arrepio na alma. Com aquela cara de bom moço. Misericórdia. Acho até que ele será o responsável (dedução minha) pelo desfecho trágico que deve vir por aí. Mas isso é para outro post.

Ao contrário de Pedro, Bento já tem escrito na testa que não presta. Pessoa da pior espécie. Mas ele é apenas o pau mandado. O cérebro das maldades é ninguém menos que Condessa Vitória. Que está divinamente bem interpretada por Irene Ravache. Ela é tão má. E por incrível que pareça é a pitada de sarcasmo que dá uma leveza na personagem. Uma combinação explosiva.

Paolla Oliveira me incomoda nas novelas. Não acho ela uma boa atriz, mas não é péssima. É como se ela tivesse momentos. Não fosse constante. Então em algumas cenas ela vai bem e em outras… Já Alinne Moraes eu gosto. Ela tem presença, transpira atitude e até agora pelo o que vi não será uma songamonga. Felipe (Rafael Cardoso) não é aquele bom moço completo. Sabe o bonzinho em todos os setores? Ele trata o filho com bastante indiferença. Pelo que já foi dito existe uma história por de trás desse comportamento dele. Algo com a falecida. Mas pelo visto Campobello vai inspirar esse lindo Conde.

Primeiro ele viu sua alma gêmea; que – palavras dele – é como se eles já se conhecessem de outras vidas; e essa não foi a única paixão que ele descobriu por lá. As terras e uvas também agradaram o rapaz. Já libertando ele daquela carapaça dos primeiros capítulos. E num breve momento enquanto observava o filho, ele quase fez um carinho. O que é um avança diante da forma que trata o garoto.

Poderia ficar aqui falando de cada um que observei nessas duas semanas. As crianças, o clima gostoso entre Gema e Raul, a relação cômica e arriscada entre Salomé e Bianca, a cara de boazinha má de Rosa, a perspicácia de Rita, a tristeza e secura de Zilda, a bondade de Afonso, a força e perseverança de Emília… mas teria que dividir em capítulos. 🙂

Agora vamos aos fatos, a dor que a Condessa sente não é por um filho morto, mas um filho perdido. Ele está por aí. Quem sabe é ele que fica embrenhado no mato observando a todos? Eu não fico muito esperançosa nessa primeira etapa porque como terá a maior passagem de tempo em uma novela no mundo (150 anos é o que dizem por aí), então todos terão que retornar para ter uma segunda chance. Isso quer dizer que na primeira vai dar merda. E do jeito que Pedro é psicopata, ele vai fazer alguma besteira. Tem muita gente que deve voltar para viver o que não conseguiu, mas também tem uma parte que vem para pagar. A última novela que acompanhei de Elisabeth Jhin gostei e me emocionei. Espero que isso aconteça novamente.

Isso chamou minha atenção

Ana Carolina_fakeÉ ou não é a cara de Ana Carolina?

 

Foto: TV Globo

Além do Tempo

Ainda não sei se vou acompanhar. Está em período de teste. 🙂

Mas confesso que estou bem inclinada a me viciar. Primeiro porque gosto da autora. Elizabeth Jhin. Ela escreveu uma das novelas que mais gostei. Amor Eterno Amor. E segundo, têm muitos atores que gosto. Inclusive vários de AEA.

Em entrevista, a autora afirmou que a novela Além do Tempo é “essencialmente romântica. Aquele folhetim clássico”. A reencarnação fará parte da trama. Elizabeth também disse que o enredo seguirá a linha ‘você colhe o que planta’; ou seja, o que você faz hoje irá refletir no amanhã.

Segunda que vem já terei uma posição.

Até lá.

Fonte: Gshow

Foto: TV Globo

Fim.

Adorei. Tudo bem amarrado, emocionante e delicado. Até a escolha de Júlia por Pedro não me zangou tanto. 🙂

Mas vamos por partes.

Estava enganada quanto a Laila. Pior do que Laila se imaginar trabalhando em um escritório, foi ela se imaginar tendo algo em comum com Branca; ainda mais quando essa comparação vem de uma criança. Essa foi a gota d`água. Então ficou aceitável o final dela. Trabalhando, estudando e pagando as contas.

Já o outro gêmeo não ficou com sua paixão, mas não foi surpresa a escolha de Isabel. Ela não escondia o que iria fazer. E com razão. Naquele momento ela não queria amarras. Queria ser livre. Queria se permitir a ficar só. Mas o tempo cura tudo. Ele com uma nova namora descolada, que estava fazendo parte da vida dos filhos… bom final para ele.

Bernardo continuou Bernardo. O irmão que se envolveu com todos os outros. De Júlia a Luís. Terminou com a vida que pediu a Deus. Curtindo o trabalho, morando longe de Durval e aproveitando a família. Ele não ficou com Elisa, mas não fez falta um final com eles juntos. Só senti falta dele com a mãe.

Por falar em Marlene, coitada. Na verdade esse final não foi recheado de finais felizes. Ela, por exemplo, terminou sozinha e desapontada, mas como ela mesma disse, precisava esgotar a história com Durval. E não tinha se arrependido. Agora é seguir em frente e tentar convencer Bernardo a voltar para casa. Ahhh esqueci que a novela acabou. 🙂

Por outro lado, Guida e Aníbal se deram bem. Coisa mais linda.

E Renan e Eriberto? A constatação do amor naquela relação foi tão bem montada. Me emocionei. Em contra partida, que hilária a conversa entre as exs. Eu sempre me perguntei se Marta sabia que Eriberto era gay. Ou a própria Marinhia, mas pelo jeito as duas nunca desconfiaram de nada. Atrás de garotas estudantes de artes? Oi?! Sabe de nada, inocente. 🙂

O final de Arthur não poderia ser diferente. Continuou encostado. Agora na asa de Olívia. Que largou mais uma vez o filho com Dona Iara. E nem se preocuparam em contratar uma pessoa para dar uma força. Nessa idade criança dá uma trabalheira. Mas fazer o quê? Ela vive em função do filho.

Confesso que o final de Lauro me incomodou. Ele não terminou feliz. Terminou conformado e um pouco esperançoso, pelo que Isabel disse. O que não significa que tenha sido ruim. Um final pode ser bom, tranquilo e normal. Sem fogos de artifícios.  Mas Lauro foi um personagem tão bacana, que no caso dele, os fogos cairiam bem.

Senti falta da presença de Branca. Ela foi citada. Teve a pensão reduzida e a convivência com os filhos compartilhada. Mas a personagem perdeu força. Feito Marta. Achei que elas serias mais exploradas na trama. Bem, no final isso não comprometeu. Só queria registrar.

É clichê falar em química entre os atores. Eu sei, mas eu tenho que falar sobre os personagens de Lígia e Miguel. Tão bom ver esses dois juntos. Que sintonia. Sabe quando você olha um casal e pensa: quero me apaixonar. Eles passam isso. Mesmo no caos que foi a história deles, ver o final deles cúmplices, juntos… gostei bastante. E ele fazer o prefácio do livro… show.

Thaís arranjou um gatão com filho para formar uma família linda. E Elisa tomando Milk Shake? Que evolução.

O mundo girou, os personagens se movimentaram, as coisas mudaram, mas o final não poderia ser em outro lugar. Tinha que ser no mar. Num barco. Nada mais justo, neh? No Sete Vidas. Faltou Felipe, que teve uma participação mais do que especial. Citar Fernando Pessoa foi covardia, neh? Não tinha como não se emocionar. E naquele momento, além de se fazer presente, ele perdoou o irmão. A vida é curta, por isso precisamos de pouca bagagem para aproveitar mais, deixa-la mais leve, então para que colocar mais peso com rancor, raiva ou ressentimento? Felipe, sou sua fã.

Desde que Pedro se perdeu dele mesmo, achava ele chato, mimado e reclamão. Confesso que essa imagem não saiu por completo da minha mente. 🙂 Quando ele se encontrou, resolveu ir atrás do seu grande amor. Só que ela já estava estável com Felipe. E eu na torcida por esse casal. Até os últimos minutos do segundo tempo estava com esperança da autora abrir mão do casal principal. Não deu. Mas não fiquei zangada. A forma como as coisas se deram contribuiu muito para isso. O principal foi a autora não ter investido numa conversa final entre Júlia e Felipe. Ter aparecido de forma contada foi uma opção inteligente. Outra coisa também, foi explorar outro ângulo para o término definitivo. Porque até então essa vida nômade de Felipe não foi uma questão. E acabou virando. Ou seja, mais um empecilho para os dois; além de Pedro, claro.

Me apropriando do que Renan falou sobre o cinema mudo:  “num mundo onde se fala tanto, (…) é uma oportunidade contemplar um olhar, um gesto, um silêncio, que no final das contas acabam dizendo mais do que mil palavras”, então Júlia e Pedro terminarem assim, sem palavras, só com um olhar, um beijo, foi tão bem bolado. Mesmo não sendo o que eu queria, como não se encantar?

Mas nem tudo são flores. Algumas coisas que me incomodaram:

  • Numa cena tão importante faltou um cuidado maior da produção.  Tinha um reflexo do câmera ou sei lá quem no note onde Felipe mandava a mensagem para a família. Maior quebra tesão.
  • Meses se passaram, mas Leopoldo continuava do mesmo jeitinho. Criança nessa fase muda tão rápido. Não foi uma falta grave, mas foi uma falta.
  • Esse não foi um erro, mas foi engraçado. Luís quando foi cumprimentar Lígia, ela ficou no ar esperando o segundo beijo. ka ka ka
  • Gente, só eu achei que Joaquim não estava curtindo essa viagem? Carinha tristonha.

No saldo final, Sete Vidas teve um último capítulo maravilhoso. Ao longo dos meses houveram falhas – principalmente no quesito tempo – mas foi uma história bem montada, com diálogos envolventes e inteligentes, a autora explorou bem a rede de amizades e – para mim – deixará muita saudade.

Agora é aguardar uma próxima novela para ver se despertará meu interesse. Até breve.

Foto: TV Globo

 

Encaixando as peças

Vou ter que mudar o nome do meu blog. De momento alfa ele está longe. Os diálogos dessa novela…MEU DEUS! São densos. Incomodam e por consequência te fazem refletir, questionar… nesse ponto Sete Vidas não deixou a desejar.

O capítulo de ontem mesmo foi – sem querer ser repetitiva, mas sendo – Uau! Aquela bilhete acompanhando por aquela caixa. A forma sensível de Miguel em analisar o rompante de Laila foi genial. Tudo bem que a intervenção de Lígia foi importante – inclusive resultou num desfecho providencial, mas isso é para outro parágrafo – só que a atitude dele em transcender o mau-estar, o constrangimento e partir para um reconciliação de uma forma sincera, desnuda tocou profundamente Laila. “33 presentes, um para cada ano, não caberiam numa caixa; mas mesmo assim, dentro dela cabe a minha certeza de que pra além de tanto desencontro da tempo para tudo se a gente quiser”, ahh Miguel, vou sentir sua falta.

Em paralelo a esse momento “bandeira branca”, Lígia parou de mimimi e foi atrás de ser feliz. Sem pudor, sem reservas, apenas se jogou. E o melhor, teve quem a segurasse. Como já é final, acho que agora vai, neh? Mas até chegar ao beijo, tiveram momentos punk. Primeiro o flagra de Vicente num momento cercado de emoção, de choro contido entre Miguel e Lígia,  em seguida Lígia com um catatau de justificativas para a cena que o namorado viu, depois o encontro entre Miguel e Vicente numa tensão palpável e para fechar com chave de ouro o abraço. Gente, como uma pessoa aguenta ser deixado em segundo plano por tanto tempo? Em vário campos da vida. No final das contas, o próprio Vicente se deixou em segundo, terceiro plano. Se conformou em ser assim. Ele para mim sempre foi ambíguo. Porque ao mesmo tempo que era o cara centrado, o que fazia acontecer, ele tinha um lado incerto, acomodado… era um personagem que me confundia.

Mas, nem tudo está perdido, e depois da curta conversa, mas carregada de magoa, que ele teve com a mãe, chegou a vez de encarar o relacionamento furado em que estava. Chega de migalhas, de mendigar carinho, amor, um olhar; dessa vez ele vai ser olhar para trás. Ele merece ter um final bacana. Vicente também foi um provedor de bons diálogos, bons conselhos e apesar dos momentos “pago para não me estressar” ele termina com um saldo bem positivo.

Vamos aos tópicos:

  • Fico imaginando um mundo com um punhado de Esther espalhado por aí. Pensou um mundo com pensamentos iguais aos dela? Onde o gênero não importasse. Homem, mulher, tanto faz. O que importa é o sentimento, o querer… e abrangendo mais isso: a cor, religião, seriam itens coadjuvantes.
  • Todo jantar que a família Sete Vidas se reúne o bafafa é tanto, que não chegam nem a sobremesa. O bolo solado de Pedro ontem, por exemplo, deve ter ido para o lixo. 🙂
  • Luís e Isabel terminaram? Eu pensei que ele tinha levado numa boa a decisão dela em não se envolver com as crianças, mas pelo visto isso é uma questão para ele. Na primeira oportunidade tocou no assunto. Ele não vai conseguir segurar esse “passarinho”. Ela quer voar; e pelo jeito para bem longe. Mas quem sabe depois de algumas aulas na França, ela não se toque que não vive sem ele e volta? Louca para ser uma boadrasta para os filhos dele? É hoje!
  • Elisa, já deu minha filha. O mercado quer garotas cabides, e pelo jeito você não se enquadra. Vai ser médica e voltar a comer as guloseimas que Rosa faz. Viva.
  • Caio voltou? Ele não estava no final que planejei para ela, mas se apareceu… só falta agora a ligação falando sobre a criança para ela adotar. Vamos aguardar; afinal, é hoje!
  • Gente, não tenho reservas para falar sobre Marlene. O jeito é esperar mesmo.

Ansiosa, saudosa, mas satisfeita por ter acompanhado cada capítulo dessa novela.

Foto: TV Globo.

 

 

Hora da ação

Se eu fosse a autora da novela ficaria muito orgulhosa do capítulo de ontem. Uau! Foi como ver em câmera lenta a construção de um relacionamento. Pai e filhos. Na reta final quase sempre as coisas são corridas e acabam ficando superficiais. Mas ontem não aconteceu isso. Esse “despertar” de Miguel para a vida se deu de uma forma tão sutil, tão bem amarrado que não “soou” abruta essa mudança do Miguel distante para o Miguel pai. E depois das cenas lindas entre eles, Luís explicou como foram construídos os vínculos: através de conexões. Seja pelo pai aventureiro, ou por interesses profissionais…ou pela vulnerabilidade. Uma ponte foi formada e fortalecida.

Os diálogos foram de dar nó na garganta. A conversa entre Eriberto e Renan, por exemplo, foi de uma coragem. Você sair da zona de conforto e se revelar, se arriscar, numa conversa clara, sem subterfúgios, ao ponto de deixar o outro sem ar. Sem reação. Como a coragem é algo contagiante, acredito que Renan vá refletir e se contagiar. E a decisão de Júlia foi acertada. Manter um distanciamento. Se ouvir, se sentir… a conversa com Felipe foi dura. Afinal, ela o ama, mas o coração está em dúvida. E como ela mesma disse, é preciso catar os pedaços que ficaram pelo caminho para se entregar por inteira. Seja para ele ou para Pedro.

Outro ponto alto foi entre Lígia e Miguel. “Será que não?”, como uma frase assim fora de um contexto não significa nada, mas empregada no momento certo significa esperança. E essa deixa que Lígia deu para Miguel quer dizer muito. Quer dizer um retorno. Quer dizer que toda aquele papo de “não tem volta”, “preciso de estabilidade”, foi por terra abaixo. Numa conversa carregada de emoção, de choro contido, esses dois estão se dando uma chance. E eu aqui louca para ver esse retorno (dessa vez sem “corte rápido“). \o/

Vamos aos tópicos:

  • E a revisão sobre a opção de Irene mergulhar no trabalho para não esmorecer teve início. O mais legal, partiu dela pedir ajuda.
  • Pelo jeito Marlene não frequentou as reuniões para os familiares dos viciados. Porque se ela tivesse ido, provavelmente iria ouvir que não se deve deixar um viciado em tratamento próximo de suas tentações. Ou seja, ele ainda não pode ir ao banco sozinho. Resultado: “R$100 no placê 7”.  🙁
  • Só Esther mesmo para visualizar Laila trabalhando num escritório. Antes chamasse para ajudar na ONG.
  • Será que Dona Iara vai com Arthurzinho caso ele se pique para a Europa? É bem capaz.
  • Guardadas proporções, Guida e Sr. Aníbal estão parecendo Júlia e Pedro. Ô casal complicado. 🙂

PS. Hoje a postagem foi tarde, mas amanhã tento postar mais cedo sobre o capítulo de hoje. :*

Foto: TV Globo

 

 

Mudando o rumo

“Eu reconheço esse movimento. Ele não me é estranho”, boa Miguel, abre os olhos dessa mocinha. Porque se não for desse jeito, ela vai enveredar por um caminho parecido com o de Pedro. Se perdendo dela mesma e virando um buraco negro. Esse alerta do quase pai foi um divisor de águas; e como uma barragem que se quebra, Júlia foi inundada pelo sentimento por Pedro. Por mais que eu esteja torcendo para que o casal final seja ela e Felipe, as coisas não podem ficar assim, pela metade. Ela tem que estar inteira, resolvida; e encarar essas questões sem rodeios é a melhor opção. E quem sabe, no final ela estará leve para viver feliz com o argentino? (Eu confesso, eu confesso… sou uma esperançosa inveterada) 🙂

Quem ficou sem jeito com a reação de Júlia foi Laila. Acho que nem ela mesma pensou que a irmã estivesse tão mexida e confusa. Além da atitude de Miguel ter dado uma nova perspectiva para Júlia, serviu para ele ganhar alguns pontos com a filha trator. Na verdade, foi meio que um contagio, porque Bernardo e Pedro também reconheceram uma mudança significativa no pai biológico. E ontem as surpresas com Miguel não pararam por aí. Ele – até que enfim – teve coragem de encarar Lígia. E diferente das outras vezes, falou bastante e foi bem claro no que queria. Conviver com o filho. Agora eu me pergunto, e como fica Lígia diante da constatação que o amor de sua vida está seguindo o caminho que ela sempre quis? É, amiga, às vezes metemos os pés pelas mãos e ficamos em maus lençóis. Mas mesmo sendo receptiva com ele, ela foi firme e não titubeou e nem ficou suspirando pelos cantos. Será que dessa vezes Miguel perdeu a parada? Acho difícil.

Agora vamos aos tópicos:

  • Depois que conheceu a namorada de Sr Aníbal, Guida achou desaforo perder terreno para “aquela velha”, como ela mesma disse. Então fez um crediário e deu um up no look. O velhote que se segure. Guida está na área. kkkk
  • Marta desceu do salto. Enxotou Eriberto aos gritos. Ele como sempre um cavalheiro tentou contornar a situação, mas sem sucesso. Agora é oficial. Eriberto saiu do rótulo de tradicional.
  • Quando eu vejo Dona Iara eu penso: pior que existem mães assim. Doentes pelos filhos. Acreditam que estão ajudando e protegendo, mas só estragam. Arthur é a provo disso.
  • Babado o encontro entre Lauro e Isabel com seus respetivos. Ele se saiu bem, viu? Todo arrumado, seguro e bem acompanhado. A terapeuta ficou abalada.
  • Enquanto Lígia fazia a propaganda do sabão OMO, foi Vicente falar em tomar banho que Joaquim com olhar desesperado começou a falar: eu não gosto de ficar pelado para ninguém ver. Pra ninguém ver. kkkkk
  • Durval, Durval, você segure sua onda.
  • Pode ser uma solução pontual e que lá na frente tenha que ser revista, mas nesse momento o trabalho está “salvando” Irene. Ela está se agarrando onde pode para não afundar. Um solução emergencial.
  • Zé Roberto – vulgo pai de Lígia – quase caiu duro no chão quando ouviu Esther falar “minha companheira”. E como sempre ela se saiu bem. Dar tempo para eles digerirem tudo que está acontecendo. Mas ela trata desse assunto tão naturalmente (como deve ser) que já já eles estão curtindo a noite novamente.
  • Eu que fico aqui escrevendo para Júlia falar a verdade para o marido, confesso que quando ela chegou em casa e disse “Felipe, a gente precisa conversar”, eu gritei: nãaaooo diz NA-DA. kkkk A cara que ele fez foi de arrasar o coração.
Foto: TV Globo

1000%?

Só posso acreditar que Júlia ficou em choque quando Felipe falou sobre a viagem. Porque a não reação dela foi digna de Miguel. Gaguejou, gaguejou e não disse nada. E para piorar começou com a frase “quem foi que te disse isso?”. E depois foi ladeira a baixo. Felipe ficou P da vida com toda razão. Foi duro e objetivo. Mais uma chance dela ter contado tudo. Sobre o beijo, suas dúvidas e a viajem. Mas não, ela optou, optou… nem sei mais porque ela mentiu. Ou melhor, li algo no site globo.com.

Que inclusive, me deu um pouco mais de esperança. Se você não quer saber pule para o próximo parágrafo. Ela terá uma conversa com Laila onde irá admitir que vai embora porque tem medo de uma ruptura na família por sua causa. Ou seja, esse comportamento instável, confuso, pode não ter a ver com um sentimento por Pedro, mas por prever uma separação definitiva entre os irmãos. Indo por essa linha, a decisão final fica em aberto; sendo assim, Pedro ainda não ganhou essa parada. 🙂

Voltando a revolta de Felipe, ele não pensou duas vezes e se mandou de casa. Miguel ser o intermediador na reconciliação deles fez todo sentido, mas Laila, mesmo sendo aquele velho e conhecido trator desgovernado, não disse besteira ao questionar a participação dele nesse feito. Ele ignorou algumas peças; como a rapidez dela em aceitar viajar e em mentir para o marido. Agora, vamos ver se ele arrancará alguma coisa dela depois de uma pergunta direta sobre os sentimentos entre ela e Pedro.

Bem, vamos aos tópicos:

  • Uma coisa que achei engraçada foi quando Felipe chegou em casa… Júlia tranquila “navegando” provavelmente no Facebook… “que bom vc chegou. Onde vc estava?”. Oi?! Parecia até que ele foi ali na esquina; Estou dizendo, esse povo da novela é evoluído no quesito “relações em crise”.
  • Ahhh, Esther, sentirei sua falta. Ela falou algo tão interessante. Se muitas pessoas pensassem assim, o mundo seria mais belo. Vou até me apropriar e reproduzir aqui: “Quando conheci a Vivian, minha companheira, de cara eu soube o que deveria ser o amor. A experiência de se sentir encontrado, reconhecido, a vontade com outra pessoa, uma sensação de pertencimento, de casa, de não ter que se adaptar, de não ter que fingir nada, nem por um momento (…) Que pode conversar qualquer coisa. (…) E o fato de eu ter encontrado tudo isso numa mulher foi estranho, mas aos poucos fui percebendo que o que existia ali era um grande encontro”. <3 Eriberto, trocando em miúdos, não importa o gênero, se você encontrou o maestro para reger sua orquestra, se jogue. 🙂
  • E Guida encontrou um emprego. Não sei ao certo se o pagamento será o suficiente para manter o padrão delas (ainda mais com Rosa indo fazer mercado a cada segundo), mas pelo menos é um caminho. Agora só falta traçar Sr. Aníbal. kkk
  • Gente, e o papo de Durval? Isso está me cheirando a treta da braba. Marlene minha filha, tô com dó de você.
  • “Porque com a verdade – seja ela qual for – por mais difícil eu consigo lidar. Agora, com a mentira, meia verdade, omissão… eu me desoriento. Não sei onde estou pisando, não sei o tamanho e a forma da situação que estou enfrentando”, ahhh, Felipe, como eu queria que você tivesse dito isso semanas atrás. Iria te plagiar. Na torcida por você, meu caro.
  • Pelo jeito Vicente mudou mesmo. Não cedeu ao papo mole do irmão e foi duro e realista com ele. Mas não deixou de ajudar. Quem não gostou do novo emprego foi D. Iara. Que derrubou todas as latinhas de extrato.
  • Está vendo, Lígia, é disso que estou falando. Isabel está aí. De volta ao mundo. Livre. E não quer se prender a ninguém. Tudo bem que você tem um filho (que cá entre nós como mãe você não foi essa Coca Cola toda), mas não precisa de um homem a tiracolo. Não quero desmerecer Vicente. Ele é integro, companheiro… mas essa relação é furada para ele também. Ele precisa de amor, paixão… algo intenso. Afinal, ele merece.
  • A pessoa que mais trabalhou nessa novela foi Bernardo. Espero que dessa vez ele se encontre e não vá aprontar. Ou roubar dinheiro, ou falsificar carteira, ou sair beijando o chefe… kkkk Boa sorte, cara!

Na contagem regressiva. E já com saudade.

 

O triângulo

E a sarna que Júlia estava procurando apareceu.  E pelo jeito não só vai coçar como abrir feriadas. Pedro marcando firme e ela se permitindo aproveitar o ex-quase-futuro amado a se rastejar por ela. Está errada? Vai saber; o que já se nota é ela titubear na relação com Felipe e toda certeza de antes está indo por ralo abaixo. E para piorar resolve dizer “sim” para a proposta de viajar com ele sem ao menos ponderar sobre o assunto. Mais uma prova que ela busca uma rota de fuga. Essa estratégia já vimos e o final não é interessante.

Sempre me perguntei porque ela nunca jogou na cara de Pedro todo o sofrimento que passou. Por ter se desfeito de uma vida por uma promessa e no final ter ficado sozinha.  O beijo de Pedro pelo menos fez aflorar essa dor; e ela – mesmo toda delicadinha – falou sobre o assunto. O que me dá um pouco de esperança (para ela ficar com Felipe), porque se a maior questão é a relação deles não ter tido um ponto final, tratar essas magoas talvez livre ela dessa fixação por Pedro. Ou não, neh? Vai que o amor ainda esteja pulsante e ela chute o pau da barraca e vá curtir o chatinho dela. 🙂

Bem, mas como a semana será corrida por ser a última, vou optar pelos velhos e conhecidos tópicos. Vamos aos dois últimos capítulos.

  • Presenciar o abraça entre Júlia e Pedro foi demais para Felipe. Agora, imagina como ele não está se sentindo em saber que ela mentiu sem pudor quanto a ida para BH? Porque ela teve uma chance de falar a verdade, mas optou em mentir. Só sendo uma pamonha para achar que ele não ficaria sabendo, agora só quero ver no que vai dar. Ele não vai tolerar esse lapso. E com razão.
  • Agora, esse arranjo de novela para as pessoas se encontrarem quase sempre é forçado. Nada a ver Marlene ter ido até o restaurante levar os livros. O menino com o irmão de carro, custava ter ido buscar depois do encontro?
  • Outra questão que achei sem pé nem cabeça foi Laila na blitz. Não sei explicar ao certo, mas achei desnecessário. É porque tem que ter algo que ameace a guarda compartilhada que Luis solicitou, como o cara é certinho sobrou para Laila.
  • Miguel fechou o ciclo com o passado. Conversou e se despediu de Luzia. Agora, e a mãe dela? Vai ficar mesmo com a herança do pai dele?
  • Isabel conversou com Luís sobre não se envolver com os filhos dele nesse momento. Gostei. Ficou tudo as claras e ela ainda está curtindo o bonitão; porque pelo que pareceu ele aceitou numa boa.
  • O querido do Eriberto se libertou. Saiu de casa e mesmo inseguro não deve voltar. Ainda mais com conselheiras feito Esther e Laila. É isso aí, Eriberto, vai ser feliz.
  • Qual será o final de Marta? Sozinha?
  • Irene voltou com todo gás ao batente. Uma parte do final que escrevi para ela já foi. Agora falta a assistente social ligar falando que tem uma criança para ela adotar. \o/
  • Lígia toda dona de si querendo uma família de margarina ao lado de Vincentol. Só quero ver quando ela olhar Miguel nos olhos. Ainda mais que ele estará disposto a se aproximar do filho. Ligoca, será que você terá “força na peruca” de resistir a esse homem tempestade? kkk
  • Como sempre Laila faz uma leitura acertada de uma situação. E o que achei bacana foi que além de sinalizar que a decisão da quase meia-irmã é uma forma de fuga, ela falou sobre a atitude machista de Felipe em pedir que ela abra mão de sua vida para embarcar nesse novo desafio. “Você não acha que está tratando resfriado com antibiótico?”, pérolas de Laila.
  • Esther é um ponto muito importante na novela. Ela faz com que assuntos que passariam batidos ganhem força. Um sentido. Como se ela fosse o ponto de interseção entre os diálogos. Adoro.
  • Felipe e Miguel juntos = leveza.
  • Rosa chamando a namorada (não é que ela existe mesmo?!) de Sr. Aníbal de múmia foi ótimo. Dona Guida agora tem que correr atrás do tempo perdido.

Essa semana vou tentar escrever por capítulo já que é a despedida. O que é uma pena porque essa novela é uma delícia. 😉

Foto: TV Globo